O silencioso canto das aves migratórias

O silencioso canto das aves migratórias
Mostrar mensagens com a etiqueta Antonio Mattozi.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Antonio Mattozi.. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 1 de março de 2017

Na incerteza, o tempo corre lento, a cidade crepuscular silencia os prantos, os homens adormecem o último resquício de paixão. 
Os Deuses velam 
A águas esperam
E a força do espaço abraça a rugosa terra 
E a luz ensaia um novo beijo nas formas esquivas da sombra. 

São Gonçalves.

Foto - António Mattozzi.

domingo, 8 de novembro de 2015

Não há estranheza nas sombras da tarde, apenas a complexidade da luz exala um perfume de paz. 
Não há escuridão sem a presença da luz, essa dicotomia de almas inquietas. 
Até a cidade brilha quando a claridade a abraço num abraço silente, pejado de ternura. 

São Gonçalves. 

Foto - António Mattozi
Não são só de pedras e de arquitecturas ancestrais pelas quais olhamos os dias. 
Há na vigília das vésperas um olhar novo, uma cor de outono a perfumar os desejos e os ensejos .
Há um mar dourado a brilhar na transformação dos passos. 
Há a transição das luas num equinócio ausente. 
Há um espelho de luz a iluminar as trevas. 

São Gonçalves.
Foto - António Mattozzi
Esmaecida a tarde alonga -se no leito do mar
O sol desce lentamente
Sangrando as dores do mundo 
Esquecido do calor da tarde 
Reflexos das sangrentas 
Lágrimas

Há uma cigarra que canta
Uma gaivota que voa

Tão negras as grades
Portas semi abertas ao mundo
Dos homens

O sol que parte na sua sangrenta
Visão do mundo
O cântico da cigarra
Se esvanece no murmurar das vagas

E o mundo acorda no dia seguinte
Fechado dentro
Das grades negras
E imóveis.

Apenas fica o a beleza do silêncio entre o canto da cigarra
O murmúrio das vagas
E os espaços abertos das grades
Viradas para o mar.

São Gonçalves.

Foto - António Mattozzi .

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

De que são feitas as noites 
Onde o mar se deita 
A ternura deslumbrada 
Se aquieta 
No céu flamejante?

De que que forma
Se atravessam as portas
Entre o material
A terra selvagem
E o etéreo
Mundo da alma?

No desejo de vencer os medos
Na quietude
De uma luz a horizonte. ..

São Gonçalves.

Foto - António Mattozzi

sábado, 27 de outubro de 2012

Amanhecer sobre as colinas do mundo,esquecer os ruídos ,a correria infernal dos homens e encontrar a calma e a serenidade que existe entre a grandeza do inverso,para lá de todas manobras humanas.

São Gonçalves

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Não havia mais nada,apenas eu e a lua

e vontade de gritar a solidão do mundo

derramada nas gotas cristalinas

no âmbar da entrada da noite
...
no cântico de um pássaro

iludindo o silêncio ...


Tentei aprisionar um sonho

um cântico antigo,soletrado

desenhado nos cantos da lua...


Admirei-te mais uma vez

na memória inocente de minh'alma transparente...

São Gonçalves.