O silencioso canto das aves migratórias
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segunda-feira, 18 de setembro de 2023
Firmar o brilho no olhar e seguir em frenteencontrar a força nas tormentas
e ser àgua que clareia, árvore que dá fruto, semente que alimenta,
e ser a luz na mais tenebrosa tempestade.
Fixar o sorriso no rosto e acreditar que vale a pena,
a passagem dos anos,
o silencioso caminho que se faz pisando as pedras.
São Gonçalves
terça-feira, 6 de agosto de 2019
Não é de inquietação as luz dos meus dias
esta claridade crescente na menina dos meus olhos
este acordar devagar nas madrugadas
despe-se em mim todas as sombras
gestos inúteis
com que tatuei os silêncios
o livro que agora escrevo é uma metáfora de vida
o silêncio já não tem nome nem morada
e eu apenas clamo a semântica da liberdade
esquecidas as vozes cortantes de ironia
finjo que não sei o nome das coisas
e das palavras interditas
desatei todas as amarras
essa amálgama de silêncios incertos
e só por isso valeu a pena
o caminho das palavras
num grito libertador e poético.
esta claridade crescente na menina dos meus olhos
este acordar devagar nas madrugadas
despe-se em mim todas as sombras
gestos inúteis
com que tatuei os silêncios
o livro que agora escrevo é uma metáfora de vida
o silêncio já não tem nome nem morada
e eu apenas clamo a semântica da liberdade
esquecidas as vozes cortantes de ironia
finjo que não sei o nome das coisas
e das palavras interditas
desatei todas as amarras
essa amálgama de silêncios incertos
e só por isso valeu a pena
o caminho das palavras
num grito libertador e poético.
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
Mesmo que seja tarde aprendemos o valor do silêncio.
A angústia pesando nos ombros, o preço do abismo.
Um filho que tarda
Uma tremura na alma, a voz conciliadora do universo.
São tantas as dores
As minhas e as que carrego escondidas dos dias.
Tento olhar o infinito
Digo ao coração a verdade apaziguadora.
São tão poucas as coisas que me protegem.
Ameaçadora a realidade impõe -se.
O peso das dores do filho
A solidão dos dias vazios.
O murmúrio das vozes ausentes.
Sempre ausentes
Murmurantes.
E o silêncio, sempre
Habitáculo do transcendente
Ressonância da alma
Transversal
Contemplando horizontes , mutações
Metamorfoses.
A vida a tatuar as cores na pele acobreada dos dias.
São Gonçalves.
A angústia pesando nos ombros, o preço do abismo.
Um filho que tarda
Uma tremura na alma, a voz conciliadora do universo.
São tantas as dores
As minhas e as que carrego escondidas dos dias.
Tento olhar o infinito
Digo ao coração a verdade apaziguadora.
São tão poucas as coisas que me protegem.
Ameaçadora a realidade impõe -se.
O peso das dores do filho
A solidão dos dias vazios.
O murmúrio das vozes ausentes.
Sempre ausentes
Murmurantes.
E o silêncio, sempre
Habitáculo do transcendente
Ressonância da alma
Transversal
Contemplando horizontes , mutações
Metamorfoses.
A vida a tatuar as cores na pele acobreada dos dias.
São Gonçalves.
Às vezes apetece - me tanto escrever o que vejo, o que sinto.
Às vezes são tantas as palavras a extravasar de uma nascente de invisíveis emoções, dos encontros e desencontros, no afã dos dias.
Da beleza e da fealdade do mundo, da fragilidade dos laços e da imensa sensibilidade a galgar as margens de uma vida de palavras e de silêncios, de dias de sol luminoso e de abruptas tempestades.
Às vezes, calo -me e só o silêncio transmite o tão desejado alento.
São Gonçalves.
Às vezes são tantas as palavras a extravasar de uma nascente de invisíveis emoções, dos encontros e desencontros, no afã dos dias.
Da beleza e da fealdade do mundo, da fragilidade dos laços e da imensa sensibilidade a galgar as margens de uma vida de palavras e de silêncios, de dias de sol luminoso e de abruptas tempestades.
Às vezes, calo -me e só o silêncio transmite o tão desejado alento.
São Gonçalves.
domingo, 6 de dezembro de 2015
São as palavras e os afetos que nos tornam pessoas melhores.
Um jardim ensolarado
Risos abertos
Uma árvore cúmplice
Uma imagem de ternura
Às vezes o silêncio
Apaziguador das dúvidas e dos anseios
Catarse das horas de ausência
É nas palavras e nas imagens
De um quotidiano implacável
Que nos revemos
Nos cumprimos.
São Gonçalves
Um jardim ensolarado
Risos abertos
Uma árvore cúmplice
Uma imagem de ternura
Às vezes o silêncio
Apaziguador das dúvidas e dos anseios
Catarse das horas de ausência
É nas palavras e nas imagens
De um quotidiano implacável
Que nos revemos
Nos cumprimos.
São Gonçalves
domingo, 24 de agosto de 2014
Foto-Christina Veiga.
De olhos fechados,um mundo inteiro em construção
o vazio voluntário das coisas inúteis
a luz do sagrado reflectindo os pontos essenciais
Esquecendo a amalgama dos sentimentos imensos...
Vazio..vazio das dores e das imensas inglorias
como uma caixa onde já na resta
dos infinitos pertences acumulados
na passagem dos dias ,debaixo do sol.
De olhos fechados,um mundo inteiro em Construção
a plenitude abraçando o recomeço de tudo!
São Gonçalves.
De olhos fechados,um mundo inteiro em construção
o vazio voluntário das coisas inúteis
a luz do sagrado reflectindo os pontos essenciais
Esquecendo a amalgama dos sentimentos imensos...
Vazio..vazio das dores e das imensas inglorias
como uma caixa onde já na resta
dos infinitos pertences acumulados
na passagem dos dias ,debaixo do sol.
De olhos fechados,um mundo inteiro em Construção
a plenitude abraçando o recomeço de tudo!
São Gonçalves.
terça-feira, 1 de abril de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Olhou a cidade pela ultima vez
repousou sentimentos no branco das casas
e terminou abençoando os deuses
escondidos para lá das colinas
Sentiu a terra nos pés descalços
a areia morna entranhar-se na pele
o calor imenso do ventre do mundo
lavas escondidas,entranhadas nas rochas
a enorme força escondida
nas cinzas dos vulcões
olhou a cidade pela ultima vez
e abraçou a terra num longo olhar.
São Gonçalves.
repousou sentimentos no branco das casas
e terminou abençoando os deuses
escondidos para lá das colinas
Sentiu a terra nos pés descalços
a areia morna entranhar-se na pele
o calor imenso do ventre do mundo
lavas escondidas,entranhadas nas rochas
a enorme força escondida
nas cinzas dos vulcões
olhou a cidade pela ultima vez
e abraçou a terra num longo olhar.
São Gonçalves.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Atravessam-se os anos em complicidades interiores,a alma sujeita às mutações dos desejos,arrancam-se os silêncios da boca sempre calada.
E era por dentro que a vida se agitava num turbilhão imenso,
os sonhos,os desencantos,a vida e morte
corroíam-lhe as entranhas,sufocavam-na as vezes
Quando passava na rua,ninguém a via,era quase sempre um vulto silencioso
atravessando espaço.
Trazia dentro de si tantos mundos,tantos sonhos resguardados dos olhares indiscretos,calava-os,como calava as dores,como calava a fúria de viver ,essa que apenas se entrevia no olhar. Era preciso perscrutar bem fundo no silencioso verde dos seus olhos,para saber a cor dos seus dias e os sons das suas noites.
As vezes temia as horas,a inconstacia dos dias
o desencanto do mundo albarroava as manhãs de luz
que nasciam com ela todas as manhãs.
Estas eram agora as madrugadas mais difíceis,
era tão difícil o desapego
de si,dela ,dos outros
dos que partiram tão prematuramente que abriram sulcos
no seu coração vagabundo.
Agora neste pequeno espaço onde o tempo denunciava a escassez de esperança
onde as magoas revisitavam a casa sem avisar
ali marcara a hora da despedida
de todos as caricias ,de todas as palavras
que se tornaram impossíveis
nessa imperfeição que corrói o pensamento e o corpo.
Decidira ali naquele silencioso momento
de renascer cada dia mais forte
embalada na espessa nevoa dos dias de inverno
mas com luz firme no olhar
marcado com os sulcos do tempo.
São Gonçalves.
E era por dentro que a vida se agitava num turbilhão imenso,
os sonhos,os desencantos,a vida e morte
corroíam-lhe as entranhas,sufocavam-na as vezes
Quando passava na rua,ninguém a via,era quase sempre um vulto silencioso
atravessando espaço.
Trazia dentro de si tantos mundos,tantos sonhos resguardados dos olhares indiscretos,calava-os,como calava as dores,como calava a fúria de viver ,essa que apenas se entrevia no olhar. Era preciso perscrutar bem fundo no silencioso verde dos seus olhos,para saber a cor dos seus dias e os sons das suas noites.
As vezes temia as horas,a inconstacia dos dias
o desencanto do mundo albarroava as manhãs de luz
que nasciam com ela todas as manhãs.
Estas eram agora as madrugadas mais difíceis,
era tão difícil o desapego
de si,dela ,dos outros
dos que partiram tão prematuramente que abriram sulcos
no seu coração vagabundo.
Agora neste pequeno espaço onde o tempo denunciava a escassez de esperança
onde as magoas revisitavam a casa sem avisar
ali marcara a hora da despedida
de todos as caricias ,de todas as palavras
que se tornaram impossíveis
nessa imperfeição que corrói o pensamento e o corpo.
Decidira ali naquele silencioso momento
de renascer cada dia mais forte
embalada na espessa nevoa dos dias de inverno
mas com luz firme no olhar
marcado com os sulcos do tempo.
São Gonçalves.
domingo, 21 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
domingo, 14 de abril de 2013
Caminhava um caminho e palavras,percorria alamedas de escuras sombras,sem saber o destino,ou a direção,apenas caminhava.
Não saberia nunca se algum dia se encontraria ,sabia apenas que o caminho tinha de ser feito nos dois sentidos.
As vezes de dentro para fora,outras de fora para dentro.
Quando chegaria.?
Que importa a chegada,o tempo da plenitude ,era o tempo das palavras e dos passos na serenidade do olhar procurando a luz.
São gonçalves.
Não saberia nunca se algum dia se encontraria ,sabia apenas que o caminho tinha de ser feito nos dois sentidos.
As vezes de dentro para fora,outras de fora para dentro.
Quando chegaria.?
Que importa a chegada,o tempo da plenitude ,era o tempo das palavras e dos passos na serenidade do olhar procurando a luz.
São gonçalves.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Amar as madrugadas frescas de outono
a leveza do corpo ,o vazio de mundo
o vazio do pesos dos dias
...
a leveza do corpo ,o vazio de mundo
o vazio do pesos dos dias
...
Amar a brisa fresca que beija o rosto
a lentidão dos gestos
a dança com o tempo
com corpo libertando aos poucos
o pesos dos gestos inúteis.
Abraçar as palavras que jorram da nascente
do rio de esperança onde me deito.
Soltar na correnteza os dias perdidos
e voltar a leveza primordial
das manhãs de primavera.
Amar o rio em correntes de ternura
afagos de tempo e de vento.
São Gonçalves.
a lentidão dos gestos
a dança com o tempo
com corpo libertando aos poucos
o pesos dos gestos inúteis.
Abraçar as palavras que jorram da nascente
do rio de esperança onde me deito.
Soltar na correnteza os dias perdidos
e voltar a leveza primordial
das manhãs de primavera.
Amar o rio em correntes de ternura
afagos de tempo e de vento.
São Gonçalves.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
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