O silencioso canto das aves migratórias
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segunda-feira, 18 de setembro de 2023
Isolas-te do mundo e engoles, em silêncio, o gosto amargo das ausências e das palavras que nunca foram ditas.
Sentas- te nas margens de um rio e deixas que a correnteza te abrace o corpo e os sonhos.
Amas e esperas o eco dos sentimentos dispersos.
E as águas, tão conhecedoras dos medos e dos anseios dos homens, murmuram- te um mantra de esperança.
São Gonçalves.
No diálogo interior criou uma narrativa que era de vozes, de pedras, de árvores, de trevas e de luz. Não encontrou dificuldade em construir um universo baseado na força da natureza. Um lugar que fosse seu, íntimo, sagrado. Nesses dias, convocava a energia das árvores.Escutava o silêncio da floresta, conjugava as narrativas ancestrais numa conexão ao seu interior feminino.
Permitia-se ouvir o som das vozes de outros tempos. Vozes arrancadas à imaginação, à força da criação, transbordantes de energia. Vozes de outras eras, linhagem ancestral de vidas anteriores a esta.
Rituais iniciáticos a dar sentido ao passado e ao presente.
Por vezes as memórias desse tempo eram agrestes, traziam à superfície a força mágica da matriz.
Ébria de lucidez, sabia que tudo tinha um propósito.
São Gonçalves.
Existem mulheres a quem é dado tudo viver. A plenitude e a aproximação do caos!A desesperança do dias cinzentos, o desencanto.
A solidão das grandes cidades
A imensidão da alma
A busca do sentido da vida nas palavras!
O distanciamento de si, dos outros , do mundo. A lição do desapego aprendida todos os dias, todas as horas.
São Gonçalves
quarta-feira, 10 de julho de 2019
O silêncio aproxima-nos profundamente de nós, do nosso lugar no mundo e do papel do mundo na nossa existência.
O conhecimento vai paulatinamente dando lugar a sentimentos, intuições que se escondem no burburinho dos dias e da ilusão.
O conhecimento é muitas vezes doloroso, intenso. E neste caminhar para dentro, no silêncio, como um eremita estuda os lugares inóspitos da sua montanha, outras dúvidas, outros obstáculos se cruzam no caminho.
A perseverança e a lucidez são os companheiros mais fiéis da caminhada.
São Gonçalves.
O conhecimento vai paulatinamente dando lugar a sentimentos, intuições que se escondem no burburinho dos dias e da ilusão.
O conhecimento é muitas vezes doloroso, intenso. E neste caminhar para dentro, no silêncio, como um eremita estuda os lugares inóspitos da sua montanha, outras dúvidas, outros obstáculos se cruzam no caminho.
A perseverança e a lucidez são os companheiros mais fiéis da caminhada.
São Gonçalves.
terça-feira, 4 de abril de 2017
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
A meio do caminho.
A meio do caminho,caminho,passos lentos,as vezes mais seguros,quase certos com o compasso dos gestos,do querer.outras,insegura,sem saber muito bem a terra onde piso.
A meio do caminho ,já vimos passar tantas estações ,...já sentimos no corpo a chicotada de tantas tempestades.
Vimos morrer e renascer a esperança na nossa mente exausta,sem saber muito bem se temos força para continuar.
Continuar,o verbo que nos faz andar em frente,porque a cada caída,a cada pedra atravessada na estrada temos que ultrapassar.
A meio do caminho conhecemos de cor as veredas da sombra e da luz,no nosso rosto marcam-se os anos,as vivências,os gestos,as presenças e as ausências dos que mais amamos.
O nosso coração já não grita de dor ou de desencanto como na primavera da vida,assim como também já não se ilude nas paixões impossíveis.
Vive num tempo mais calmo e sereno.
Aceita os outros e o mundo com mais sabedoria e caminha com passos lentos.
A meio do caminho,aprende-se a ver a luz nas pequenas coisas da vida.
A meio do caminho,estão todos vós que me enchem os dias de alegria.
OBRIGADA.
São Gonçalves.
A meio do caminho,caminho,passos lentos,as vezes mais seguros,quase certos com o compasso dos gestos,do querer.outras,insegura,sem saber muito bem a terra onde piso.
A meio do caminho ,já vimos passar tantas estações ,...já sentimos no corpo a chicotada de tantas tempestades.
Vimos morrer e renascer a esperança na nossa mente exausta,sem saber muito bem se temos força para continuar.
Continuar,o verbo que nos faz andar em frente,porque a cada caída,a cada pedra atravessada na estrada temos que ultrapassar.
A meio do caminho conhecemos de cor as veredas da sombra e da luz,no nosso rosto marcam-se os anos,as vivências,os gestos,as presenças e as ausências dos que mais amamos.
O nosso coração já não grita de dor ou de desencanto como na primavera da vida,assim como também já não se ilude nas paixões impossíveis.
Vive num tempo mais calmo e sereno.
Aceita os outros e o mundo com mais sabedoria e caminha com passos lentos.
A meio do caminho,aprende-se a ver a luz nas pequenas coisas da vida.
A meio do caminho,estão todos vós que me enchem os dias de alegria.
OBRIGADA.
São Gonçalves.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
domingo, 9 de setembro de 2012
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