Como um rio/comme un fleuve
É nas manhãs que me visto de luz, e o sussurro das águas frescas embala-me os dias de melodias silenciosas, nascentes de paz no caminho, alento e as quedas de onde renasço protegem-me do abismo iminente, e eu vou por este rio acima, fugindo das tempestades, enfrentando as correntes... se das sombras nem vejo traços são buscas de um outro temp...o. Das árvores sinto o abraço dos frutos, a doçura nas águas de um lago, reminiscências trazidas dos tempos ancestrais da terra, o ventre.
.....
C’est au matin que je m’habille de lumière et le murmure des eaux fraîches bercent mes jours de mélodies silencieuses- sources de paix dans le chemin, courage - et les chutes d’où je me vois renaître me protègent de l’abîme imminent, et je remonte ce fleuve fuyant les tempêtes, affrontant les courants … si des ombres je n’en vois pas de traces c'est qu'il s'agit de quêtes d’un autre temps - des arbres, j’en ressens les fruits qui m'enlacent, la douceur dans les eaux calmes d’un lac, réminiscences des temps ancestraux de la terre, le ventre.
São Gonçalves.
O silencioso canto das aves migratórias
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domingo, 24 de junho de 2012
Do livro Como um rio/comme un fleuve
12 maio 2012.Editora Pastelaria Estudios.
As margens abraçam as vestes lavradas
a terra grita silêncios
escondidos
num rio de serenatas orquestradas
pelas batutas de um impulso genuíno.
Das correntes serenas
águas repousadas
em leitos calmos
na candura das manhãs
E da ternura
as pontes erguidas
caminhos de sonhos
ousadia dos poetas
equilíbrio fugaz
barcos à deriva
em águas agitadas
O pensamento
e no fim da utopia
a realidade sonhada
é o concretizar de verdades.
Com a mão de um sentido
a procura do descanso
em abraços análogos
pleno companheirismo…
Impulsiona ao novo sonho
num acordar de auroras
a paz desejada
em esplendor
descansando das lutas
serenas levadas
o espírito descansado
com o âmago em louvor…
das águas de um rio
cantando a paz
no nascer
em novas alvoradas.
São Gonçalves/Ana Ana Coelho
Les rives embrassent les vestes brodées
la terre crie des silences
cachés
dans un fleuve de sérénades orchestrées
par les baguettes d'un mouvement
unique des courants sereins
Eaux reposées
en lits tranquilles
dans la blancheur des matins.
Et de la tendresse
des ponts qui se lèvent
chemins de songes
audace des poètes
équilibre fugace
des bateaux
à la dérive
dans des eaux agitées.
La pensée
et à la fin de l’utopie
la réalité rêvée
est l’aboutissement de vérités
Avec la main d’un sentir
la quête du repos
en étreintes semblables
loyauté totale entre compagnons.
Donne corps à un nouveau rêve,
au réveil d'aurores
la paix désirée
dans toute la splendeur
se reposant des luttes
canaux aux eaux sereines
l’esprit reposé
le cœur en louanges…
des eaux d’un fleuve
chantant la paix
à la naissance
de nouvelles aurores.
São Gonçalves /Ana Coelho.
12 maio 2012.Editora Pastelaria Estudios.
As margens abraçam as vestes lavradas
a terra grita silêncios
escondidos
num rio de serenatas orquestradas
pelas batutas de um impulso genuíno.
Das correntes serenas
águas repousadas
em leitos calmos
na candura das manhãs
E da ternura
as pontes erguidas
caminhos de sonhos
ousadia dos poetas
equilíbrio fugaz
barcos à deriva
em águas agitadas
O pensamento
e no fim da utopia
a realidade sonhada
é o concretizar de verdades.
Com a mão de um sentido
a procura do descanso
em abraços análogos
pleno companheirismo…
Impulsiona ao novo sonho
num acordar de auroras
a paz desejada
em esplendor
descansando das lutas
serenas levadas
o espírito descansado
com o âmago em louvor…
das águas de um rio
cantando a paz
no nascer
em novas alvoradas.
São Gonçalves/Ana Ana Coelho
Les rives embrassent les vestes brodées
la terre crie des silences
cachés
dans un fleuve de sérénades orchestrées
par les baguettes d'un mouvement
unique des courants sereins
Eaux reposées
en lits tranquilles
dans la blancheur des matins.
Et de la tendresse
des ponts qui se lèvent
chemins de songes
audace des poètes
équilibre fugace
des bateaux
à la dérive
dans des eaux agitées.
La pensée
et à la fin de l’utopie
la réalité rêvée
est l’aboutissement de vérités
Avec la main d’un sentir
la quête du repos
en étreintes semblables
loyauté totale entre compagnons.
Donne corps à un nouveau rêve,
au réveil d'aurores
la paix désirée
dans toute la splendeur
se reposant des luttes
canaux aux eaux sereines
l’esprit reposé
le cœur en louanges…
des eaux d’un fleuve
chantant la paix
à la naissance
de nouvelles aurores.
São Gonçalves /Ana Coelho.
DO LIVRO
Como um rio/comme un fleuve
... Pastelaria estudios maio 2012
A cidade vibra aos sons das gentes que correm, as ruas
repletas de marionetas na procura de um sentido, são gentes
que se escondem e se perdem nos sons de um mundo em
constante evolução, e eu procuro nelas o olhar, as palavras
que definam a sua existência. Pergunto ao homem que se
passa, diz-me do teu silêncio? O homem cansado das
palavras, dos sons que teimosamente lhe perturbam os
sentidos, responde-me. - Do silêncio que falo é o silêncio
perfeito do silêncio que oiço, ondas em que me deito neste
mundo de ruídos catalogados por ausências sonoras que nos
desgastam. E eu, falo-lhe do meu silêncio. O meu silêncio é o
mundo onde me refugio, um mundo encantado de palavras
rasgadas, pintadas na folha de um papel branco. O meu
silêncio tem cores, melodias fantásticas, é nele que me deito
na hora dos cansaços, é nele que acordo na hora dos abraços.
Não há choros, lamentos, gritos desesperados; há vida, força,
encantamento, há paz, serenidade e as ruas desertas numa
imaginária cidade. Abro livros, leio com fervor as histórias
escritas, procuro a descrição da paz, e sinto nelas tanto de
verdade, e um mundo novo a desbravar, fascínio, ilusão...
Personagens inventadas num mundo virtual... e são tantas as
palavras... Gritam vozes lacrimejantes que descrevem a minha
biografia… dizes-me tu, nesse cansaço de palavras que te
preenchem os dias. Então, inventas um mundo, num
recanto qualquer dessa cidade que te viu nascer. E és só tu o
refúgio, crisálida escondida no silêncio do bater de asas de
uma borboleta…
São Gonçalves/JC Patrão
La ville vibre aux sons des gens qui courent, les rues grouillent
de marionnettes à la recherche d’un sens - des gens qui se
cachent et se perdent dans les sons d’un monde en évolution
constante et je cherche en eux le regard, les mots qui
définissent leur existence. Je demande à l’homme qui délire:
parle-moi de ton silence! Et l’homme fatigué des mots, des
sons qui ne cessent de lui perturber les sens, me répond: - le
silence dont je parle est le silence parfait du silence que
j’entends - des ondes où je me couche dans ce monde de
bruits catalogués par des absences sonores qui nous
consument. Et moi, je lui parle de mon silence. Mon silence
est le monde où je me réfugie, un monde enchanté de mots
déchirés, peints sur la feuille de papier blanc - mon silence a
des couleurs, il a des mélodies fantastiques, c’est en lui que
je me couche à l’heure des fatigues, c’est en lui que je me
réveille à l’heure des caresses. Il n’y a pas de pleurs, pas de
lamentations, pas de cris de désespoir- il y a de la vie, de la
force, de l’enchantement, il y a la paix, de la sérénité - et les
rues désertes dans une ville imaginaire. J’ouvre des livres, je
lis avec ferveur les histoires qui y sont écrites, je cherche la
description de la paix et je sens en ces histoires tellement de
vérité, un monde nouveau à défricher, la fascination,
l'illusion... Personnages inventés dans un monde virtuel… et
ils sont tellement nombreux, les mots. Des voix en pleurs
crient et décrivent ma biographie… me dis-tu, dans cette
fatigue de mots qui te remplit les jours. Alors tu inventes un
monde, dans un quelconque recoin de cette ville qui t’as vu
naître. Et ce n’est que toi le refuge, chrysalide cachée dans le
silence d’un battement d’ailes d’un papillon…
São Gonçalves/JC Patrão
Como um rio/comme un fleuve
... Pastelaria estudios maio 2012
A cidade vibra aos sons das gentes que correm, as ruas
repletas de marionetas na procura de um sentido, são gentes
que se escondem e se perdem nos sons de um mundo em
constante evolução, e eu procuro nelas o olhar, as palavras
que definam a sua existência. Pergunto ao homem que se
passa, diz-me do teu silêncio? O homem cansado das
palavras, dos sons que teimosamente lhe perturbam os
sentidos, responde-me. - Do silêncio que falo é o silêncio
perfeito do silêncio que oiço, ondas em que me deito neste
mundo de ruídos catalogados por ausências sonoras que nos
desgastam. E eu, falo-lhe do meu silêncio. O meu silêncio é o
mundo onde me refugio, um mundo encantado de palavras
rasgadas, pintadas na folha de um papel branco. O meu
silêncio tem cores, melodias fantásticas, é nele que me deito
na hora dos cansaços, é nele que acordo na hora dos abraços.
Não há choros, lamentos, gritos desesperados; há vida, força,
encantamento, há paz, serenidade e as ruas desertas numa
imaginária cidade. Abro livros, leio com fervor as histórias
escritas, procuro a descrição da paz, e sinto nelas tanto de
verdade, e um mundo novo a desbravar, fascínio, ilusão...
Personagens inventadas num mundo virtual... e são tantas as
palavras... Gritam vozes lacrimejantes que descrevem a minha
biografia… dizes-me tu, nesse cansaço de palavras que te
preenchem os dias. Então, inventas um mundo, num
recanto qualquer dessa cidade que te viu nascer. E és só tu o
refúgio, crisálida escondida no silêncio do bater de asas de
uma borboleta…
São Gonçalves/JC Patrão
La ville vibre aux sons des gens qui courent, les rues grouillent
de marionnettes à la recherche d’un sens - des gens qui se
cachent et se perdent dans les sons d’un monde en évolution
constante et je cherche en eux le regard, les mots qui
définissent leur existence. Je demande à l’homme qui délire:
parle-moi de ton silence! Et l’homme fatigué des mots, des
sons qui ne cessent de lui perturber les sens, me répond: - le
silence dont je parle est le silence parfait du silence que
j’entends - des ondes où je me couche dans ce monde de
bruits catalogués par des absences sonores qui nous
consument. Et moi, je lui parle de mon silence. Mon silence
est le monde où je me réfugie, un monde enchanté de mots
déchirés, peints sur la feuille de papier blanc - mon silence a
des couleurs, il a des mélodies fantastiques, c’est en lui que
je me couche à l’heure des fatigues, c’est en lui que je me
réveille à l’heure des caresses. Il n’y a pas de pleurs, pas de
lamentations, pas de cris de désespoir- il y a de la vie, de la
force, de l’enchantement, il y a la paix, de la sérénité - et les
rues désertes dans une ville imaginaire. J’ouvre des livres, je
lis avec ferveur les histoires qui y sont écrites, je cherche la
description de la paix et je sens en ces histoires tellement de
vérité, un monde nouveau à défricher, la fascination,
l'illusion... Personnages inventés dans un monde virtuel… et
ils sont tellement nombreux, les mots. Des voix en pleurs
crient et décrivent ma biographie… me dis-tu, dans cette
fatigue de mots qui te remplit les jours. Alors tu inventes un
monde, dans un quelconque recoin de cette ville qui t’as vu
naître. Et ce n’est que toi le refuge, chrysalide cachée dans le
silence d’un battement d’ailes d’un papillon…
São Gonçalves/JC Patrão
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