O silencioso canto das aves migratórias

O silencioso canto das aves migratórias
Mostrar mensagens com a etiqueta O silencioso canto das aves migratorias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta O silencioso canto das aves migratorias. Mostrar todas as mensagens

domingo, 18 de janeiro de 2015

Que meigo o olhar da memória
Que vasto o mundo a percorrer. 

Não, olhes para trás, o deslumbramento está no voo das aves, na magia silenciosa das marés, o cântico sem alvoroço ,o desapego aos vazios do corpo. 

São Gonçalves
Veste-me os dias, as noites
Desse inconfundível equilíbrio
De luz e de sombra
De bravura e de medo
De força e delicadeza. 

São Gonçalves

sábado, 17 de janeiro de 2015

Dos espaços vazios e das ausências nada sei.
A luz ainda toca e ilumina o coração da memória.

São Gonçalves.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Se soubesses que ainda és tu que me acalma os temores nocturnos, 
Se soubesses que os meus dias às vezes são uma espera infinda!
Se soubesses que tantas vezes me escondo do mundo, só para não ouvir a loucura dos homens, 
Ou será o som surdo da minha própria loucura?
Se soubesses que apenas as palavras me salvam do desencanto dos dias, 
Se soubesses que a poesia é o refúgio onde te encontro e descanso.

São Gonçalves

sábado, 10 de janeiro de 2015

Fico deste lado a ver- te partir. 
No coração da criança que fui parece - me que regressas de uma longa viagem. 
No vazio do presente sei que partes. 
Partes no voo dos pássaros que procuram a última réstia de luz 

São Gonçalves.
Não saberia escrever sobre o rasto da nostalgia se não soubesse olhar para a cor da tua alma.
Veste - se o tempo de esquecimentos banais, e o corpo das emoções do último laço. 

São Gonçalves.
São de luz os teus olhos quando espreitas pela memória das janelas do tempo. 

São Gonçalves.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Já não sei de quantas esperas se faz uma vida! Se te esperei demasiado tempo sem me cansar. Se agora o cansaço se apoderou dos meus dias, das minhas horas. 
O medo de te perder ausentou se do meu corpo. 
O vazio é agora um céu a descoberto, o desapego são as penas que tento perseguir. 
Já não sei por onde andas! 
Quais as mãos que tocas! 
Quais os abraços que acalentam o teu corpo.
Esqueci o teu nome, e o caminho que me levava a ti.
O silêncio é agora o único ponto de encontro que nos une.
O silêncio e um céu tão vasto que me leva sempre para outras paragens.

São Gonçalves.

domingo, 28 de setembro de 2014

Ainda me visitas nas minhas noites de desassossego
os muros não são opacos quando chegas
e eu ainda sinto o calor do teu colo
os jarros já secaram há muito na jarra da mesa da cabeceira
ainda me lembra quando os regavas e apanhavas 
no pequeno jardim debaixo da janela

eram os jarros e as hortensias que perfumavam os nossos dias
e o teu colo cansado abrigava-me dos temores
é esse o odor que trazes contigo quando me visitas
a flores do campo,a massa levedada acabada de amassar
o cheiro do forno a lenha
a urzes do campo,a madre silvas,a amoras maduras

ainda me visitas nas noites de insónia
os teus olhos ainda brilham como quando eu te via chegar
já não trazes no regaço as maças maduras
nem o pedaço de ternura que bebia sôfrega de ti

Agora pareces-me esse pássaro triste
essa magoa ausente sem voz
o vazio das tuas mãos ,calejadas
o silencio das aves que partem
sem dizer adeus.

São Gonçalves.

domingo, 24 de agosto de 2014

Da nudez das aves nada conheço
Apenas me perco em deambulações de cor , num toque macio e leve. 
Sinto o arrepio da pele, dos meus dedos esquecidos, apenas me afaga a ausência dos teus. 

Da nudez das aves nada conheço
Apenas o toque do teu corpo macio no meu.

São Gonçalves.

domingo, 6 de julho de 2014

Regresso sempre a ti sempre que te penso 
regresso ao lugar dos abraços inocentes
e se por acaso não te encontrar no calor das tardes de 
verão
haverei sempre de te encontrar no coração da poesia.

Regresso a ti ,como tu me regressas de cada vez que oiço a nossa canção
de cada vez que as andorinhas cantam novas melodias na primavera.

Regresso a ti e tu regressas-me no coração do poema
no silêncio das palavras que nunca fui capaz de te dizer.

São Gonçalves

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Como se há de entender o inteligível
Como se há de soltar uma dor que se aprisionou cá dentro
Uma saudade que fica em silêncio
Como preencher um vazio que se quer pleno de significado. ..
Como sentir a nudez inteira aprisionada em afagos de lembranças. 
Como explicar que continuas cá dentro, como se fosse ontem.

São Gonçalves.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Silenciosos os passos que me afastaram do centro do universo. 
De pés descalços, rasguei o asfalto ,sangrei a dor de tanto caminhar. .
Disse te voltaria ,mas a rota só me afastou de ti.

São Gonçalves.
Silencioso o cântico das aves migratórias, a magica nostalgia das viagens ao centro da alma. Dispo me dos abraços , as ausências já não abrem clareiras no meu coração. 
Corri cidades, abri portas em cidades longínquas, perdi o medo perdendo me. 

Adormeci nos teus braços ,e voltei ao centro do desejo. 
O corpo albergue do teu
limite de sensuais ternuras.

Encontrar me assim despojada do passado, no embalar do teu canto silencioso e mágico.

São Gonçalves.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Como esquecer o que nunca foi? Como soltar os laços que se fizeram no tempo e no espaço?
Como libertar o que tanto se quis?

Aos bandos as aves partem deixando as mãos vazias de tudo. 

São Gonçalves.
Não há horas marcadas para incetar novos voos ,juntos haveremos de partilhar a ternura das manhãs e a cumplicidade das palavras .
Darei a volta ao mundo, mas não esconderei nunca a magia da minha alma peregrina.
Dos ventos ,nada sei ,apenas quero sentir a brisa acolhedora do teu abraço no limite do meu corpo.

São Gonçalves.
 
Sem querer há uma vontade enorme de partir, mesmo quando a vontade é de ficar e a primavera se avizinha. 
Aninho me nos braços despidos pelo rigor do inverno, vejo te partir e nem sequer sei dizer
Adeus. 

São Gonçalves.

terça-feira, 25 de março de 2014

Por momentos, apenas por momentos, tudo se cala, tudo se esquece.
Um segundo e o silêncio se faz ausência, o corpo sombra da grandeza do mundo , obedece apenas ao desencanto do coração.
Mais tarde perceberá que serão precisas muitas lágrimas para alagar todas as esperanças.
Por agora apenas quer sentir aquele momento tão intimo, tão seu, tão dentro do seu próprio corpo silencioso.

São Gonçalves.
 
Soltam se as palavras em tímidos voos. 
Partem na correnteza dos ventos procurando novas paisagens. 
Partem despidas do abrigo que as acolheu. 

São Gonçalves.

domingo, 23 de março de 2014

FotoDila Sá.

Da terra distante a imensidão do mar espreitando a horizonte
a calmaria das águas beijando a areia 
e o tempo das flores florescendo em aromas inesqueciveis do passado
olho sem cansaço o balouçar das ondas
o encanto imperceptível com que tocam o céu
e vejo tanta ternura descansando nos braços das nuvens

chamam-me pelo silêncio com que as nomeio
anseio toca-las na sofreguidão dos dias
conhecem a saudade com que visto cada manhã
e cansaço das noites galgando a esperança

a memória é por vezes ingrata,
mistura imagens e despenteia os cabelos dos dias
anseia tocar um pedaço de mar
e apenas sacia esta sede de maresia
na infinita imaginação que se desdobra
na plenitude das palavras.

São Gonçalves.