O silencioso canto das aves migratórias

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Já não te aquietas na escuridão do interior da casa
o espaço tornou-se pequeno demais para quem gosta de sonhar.
O tempo traz agora uma nova luz ao teu olhar
e nos raios solares que te iluminam o rosto
escreves a cinza e azul uma nova historia.
O tempo resumiu-se a esse espaço fugaz
a essa chama que te consumia as entranhas e a alma
ao espaço onde abrigavas as memórias
inertes...avassaladoras...pedaços de caminho
pedaços de passos perdidos na penumbra da noite.
Não ...não escutes o som do vento
que ainda sopra pelas frinchas da porta
ali mesmo de traz de ti.
Fixa o olhar na luz do céu
na esperança que vibra ao som das palavras
Vive na constante mutação das horas
e parte nas asas de um pássaro
cantando um hino de liberdade.


São Gonçalves.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Afinal sempre sabias 
que o corpo acolheria os desígnios da luz.


De manhã ainda solta
esqueces a escuridão da noite
tacteias a pele com os dedos
sobram caricias aveludadas
na ânfora dos sonhos.

Afinal percorrias o corpo
ao encontro da energia do mundo
que supostamente
se colou a epiderme.

E de tactos frágeis e sensuais
saboreias a doçe ternura
com sabor a amoras silvestres.

o toque e o sabor da luz e da terra
na alquimia do desejo .

São Gonçalves.
Em energias aquáticas descanso o corpo cansado
a força energética da água acalma-me os medos
entrego-me assim despida de semblantes
de palavras inúteis.

Recebo o abraço da natureza que me acolhe
nos silêncios que me embalam
e a brisa fresca beija-me o rosto.

e eu respiro a paz do mundo
a doce melodia da natureza onde me deito.

São Gonçalves

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Caminhando no tempo do silêncio e das palavras
a coragem desmedida de seguir
por entre mistérios e cansaços
e o abandono do corpo exausto.

despida de tons cinzentos
enxugo as lágrimas do corpo
derramadas na selva diaria
e grito a soberania dos desejos
numa terra sentida .


Olho o mundo e nada vejo
a escassez do sol esboça um sorriso austero
e a alma desafia a ternura dos gestos em abandono.

São Gonçalves.