O silencioso canto das aves migratórias

O silencioso canto das aves migratórias
Mostrar mensagens com a etiqueta foto-rialidades. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta foto-rialidades. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Percorro a história de um tempo antigo
barcos navegando nas enseadas da memória
no sentido crepúsculo dourado
na infinita distancia entre o céu
...
o mar e a terra.
A cidade que me viu nascer
adormece num lençol branco
e as gaivotas ainda planam
entre o infinito horizonte
e a paisagem lagunar...
Brancas nas madrugadas
são douradas as lezirias
neste fim de tarde
e o silêncio instala-se
nos caudais serenos da ria.
A cidade adormece,a brisa fina
é agora um véu cobrindo os sons
ocultando os medos.
Já não me pertence
os caudais que me viram nascer
são portos d'abrigo
esperando novas rotas
na densa bruma
da memória.


São Gonçalves.

domingo, 24 de junho de 2012

Do livro Como um rio/comme un fleuve
12 maio 2012.Editora Pastelaria Estudios.

As margens abraçam as vestes lavradas

a terra grita silêncios

escondidos

num rio de serenatas orquestradas

pelas batutas de um impulso genuíno.

Das correntes serenas

águas repousadas

em leitos calmos

na candura das manhãs

E da ternura

as pontes erguidas

caminhos de sonhos

ousadia dos poetas

equilíbrio fugaz

barcos à deriva

em águas agitadas

O pensamento

e no fim da utopia

a realidade sonhada

é o concretizar de verdades.

Com a mão de um sentido

a procura do descanso

em abraços análogos

pleno companheirismo…

Impulsiona ao novo sonho

num acordar de auroras

a paz desejada

em esplendor

descansando das lutas

serenas levadas

o espírito descansado

com o âmago em louvor…

das águas de um rio

cantando a paz

no nascer

em novas alvoradas.

São Gonçalves/Ana Ana Coelho




Les rives embrassent les vestes brodées

la terre crie des silences

cachés

dans un fleuve de sérénades orchestrées

par les baguettes d'un mouvement

unique des courants sereins

Eaux reposées

en lits tranquilles

dans la blancheur des matins.

Et de la tendresse

des ponts qui se lèvent

chemins de songes

audace des poètes

équilibre fugace

des bateaux

à la dérive

dans des eaux agitées.

La pensée

et à la fin de l’utopie

la réalité rêvée

est l’aboutissement de vérités

Avec la main d’un sentir

la quête du repos

en étreintes semblables

loyauté totale entre compagnons.

Donne corps à un nouveau rêve,

au réveil d'aurores

la paix désirée

dans toute la splendeur

se reposant des luttes

canaux aux eaux sereines

l’esprit reposé

le cœur en louanges…

des eaux d’un fleuve

chantant la paix

à la naissance

de nouvelles aurores.

São Gonçalves /Ana Coelho.



domingo, 29 de abril de 2012

Foto-Rialidades

Do lado outro lado do rio espero serenamente e em silêncio o tempo de ser mar.


São Gonçalves

terça-feira, 17 de abril de 2012

foto-rialidades.

Quando as àguas se clarificam e as tempestades se acalmam ,as correntes deixam de ser violentas ...Há uma nova luz que ilumina o olhar,uma nova paz no silencioso desaguar...

São Gonçalves.

domingo, 8 de abril de 2012

Foto.Rialidades.

A esperança conquista-se olhando os horizontes onde se vislumbra um mar de possiveis renascimentos....

São Gonçalves

domingo, 11 de março de 2012

Porque me faltam as palavras para dizer-te da distancia,
sem nada ver para alem deste céu azul,deste mar calmo
deste inconfundível silêncio que cresce por entre as barreiras
entre o tempo e o vento que sopra de mansinho
beijando os traços das nuvens num céu que agora vejo
mais claro.
Porque teimo a voar,cruzar a luz deste meu pensamento
que tanto tempo se quis ausente.
Temeroso o desejo de te ver chegar,sem nada para te oferecer.
Canto um cântico novo,embalando a cidade,
sinto de novo a frescura da manhã invadir os espaços
e vejo-te chegar.
atravessas o tempo o espaço,solitária a viagem
sem nada ver,sem nada pensar
carregas silêncios que são só teus,palavras secretas
fechadas na palma das mãos.
Chegas-te a mim em crespuculos de saudade,
num tempo em que maduros os sonhos
se desprendiam do corpo já gasto .
Adormecemos os corpos em leitos cor de purpura
e o sol dizendo adeus já não nos queimava a pele,os sentidos
partia na linha do horizonte,na frescura do mar sentido.

São Gonçalves

domingo, 19 de fevereiro de 2012

As vozes do mar.
 
Quando as palavras emudecem na pontas dos dedos
infinitamente caprichosas,adiando a luz clara que brilha
nos recantos da alma ,adiando o encanto de novas promessas,
novas descobertas através dos caminhos invisíveis
que me levam ao desnudamento do Ser ,ao encanto supremo
da paz e da serenidade alcançadas nos limites da entrega.
Nesse lugar onde palavra se faz momento magico e imperturbavel
nos recantos do tempo presente.
Contemplo o mar,,deixo-me abraçar pelo silêncio das vagas distantes
e nelas percorro lugares,cidades, espaços invisíveis
marcados na memória.
Devagar as vozes trazidas pelas ondas,ora calmas,ora furiosas
me lembram desse caminho percorrido arduamente
onde todas as palavras vagueiam na procura dos meus dedos inquietos.
Não será preciso apenas um momento de reflexão,
um momento de rara inspiração.
Será preciso cruzar oceanos e mares,acolher no ventre as tempestades
e olhar o céu carregado a poente ,cruzar olhares,
fechar os olhos e sentir a maresia,mesmo dentro deste meu quarto
tão distante desse mar que me embalou a infançia.
Sentir o olhar brilhar com as cores deste céu,
ouvir as vozes das ondas quando na sua linguagem mítica
contam historias de encantar quando batem nas rochas.
E neste olhar o mar,o sol,luz brilhante a iluminar as águas,deste mar de palavras
sinto- as renascerem imperiosas ,sujeitas a oscilações no tempo
murmurando significados novos,soletrados na boca do mar,
na eterna coragem de se fazerem (a)mar.
São Gonçalves.