O silencioso canto das aves migratórias

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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Subtrai -se ao medo o arquétipo do entendimento, a beleza deixou de ser um fenómeno intocável, aniquilam-se as máscaras de belezas artificiais, véus de seda a confundir o olhar, no inconfundível brilho a afrontar o entendimento dos homens. 
Tanto mundo, tanto universo ainda a desbravar, não há beleza efémera que substitua a profunda estética da realidade intocável. 
Se de mitos se constrói a originalidade primeira do mundo, narrativas seculares a fundamentar a evolução do universo, não é na razão que se modelam o ideal dos sonhos.
Subjaz ainda no inconsciente da humanidade a visão de mundos paralelos, o mito do intocável transcendente. A metafisica a explicar o inexplicável. Teorias vastas narrando as profundezas e a imensidão estelar.
Dualidades platónicas a explicar o significado da sombra e da luz.
O ideal de um mundo à procura de sentido.

São Gonçalves Coletânea Livro Aberto 2017

domingo, 6 de julho de 2014

II
Escondes o que resta dos sonhos 
num bocal desfocado...
O desencanto apoderou se das tuas mãos vazias
e as palavras são o único refúgio de lucidez. 

Amas o mundo silencioso dos gestos
Das palavras escondidas
Em metaforas de luz.

Amas o indizivel caminho dos poetas
A fragilidade dos silêncios
A ternura dos simbolos escritos.

Escondes o que resta do teu corpo cansado
E mostras a beleza interdita das emoções.

São Gonçalves.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013



Antologia –Lua de Marfim
Poema-O sonho da vida.
Entre mim e o sonho
existe a distancia de um momento
a fugaz entrega de um corpo
na ânsia de se fazer amar.

As ruas palmilhadas da infância
o segredo de um silêncio guardado
... a vida resgatada num poema
onde escrevo os meus sonhos
os teus sonhos...

A realidade é uma porta aberta
uma estrada perigosa
a vida ,a noite
as certeza dos momentos
a vã esperança
a dor que esmaga
a saudade da mãe
ausente nos dias que passam.

O sonho da vida
é um poema ainda por escrever
um livro de palavras
arrancadas as lágrimas
que o tempo viu derramadas
uma história
um ramo de flores
encontrado na soleira da porta
um filho ainda por nascer.

A mão que me segura
nas noites de insónia e de solidão.


São Gonçalves.