O silencioso canto das aves migratórias
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domingo, 22 de novembro de 2020
Nada me serena tanto o espírito como esta luz tardia, esta magia de sombras nos fins de tarde! A plenitude presente no alto da serra, o silêncio das aves,a alma liberta dos pesos e dos medos, da penumbra silente que ainda antecede a noite.
Avisto o horizonte calmo, visto-me com a folhagem das árvores,
companheiras das minhas mais errantes viagens ao centro do Eu.
Nada me perturba, nem o vento agreste, nem as vozes dos caminhantes.
Apenas esta luz me aconchega o corpo e o Ser.
Estranhas as mudanças num tempo doloroso, a alquimia dos gestos,
a transformação apaziguadora dos dias.
A luz que me guia não cega o olhar
é apenas uma ténue estrela brilhante, mostrando os passos e os laços!
O silêncio e a luz de mãos dadas com
a eterna procura de um mundo que se transforma a cada passo.
Abraço num só enlevo instantes de pura magia
adormeço na luz cobreada que enlaça os mais insignificantes sonhos.
Poderia esperar que mundo me acolhesse em palavras incontáveis
mas tudo é silencio, distancia.
Contemplo a luz e as sombras do mundo
e nada mais preciso para continuar.
Sei da presença divina que habita os meus sonhos.
Contemplo a cidade deste lado da fronteira, a luz de fim de tarde, transfigurou-se. No coração o sobressalto da nostalgia. Inquieto é o assombro que veste o olhar de matizes outonais.A distância entre mim e a cidade revela uma inquietação surda, as palavras resurgem silenciosas e fugazes.
Somam-se os dias, os anos, a lembrança dos lugares de pertença. ainda que sejam espaços de eterna lucidez, entre a memória e o presente um desvendar de códigos infinitos.
Adentra -se o olhar nesta cidade, cruza- se com o rio e os passantes. Lugar onde o coração se perdeu em viagens eternas, onde se combateram tantas batalhas silenciosas.
E nos resguardo da história, a simbologia inata da construção do Ser em evolução.
São Gonçalves.
quarta-feira, 10 de julho de 2019
Frágil a manhã na delicadeza de uma lágrima furtiva.
Cristais de luz a iluminar os dias
As memórias
As novas promessas do devir contínuo e silente!
São de imagens os frutos dos meus dias
Fragmentos delicados de cores a emergir do coração da natureza!
Invento uma narrativa de imagens e de cores.
São personagens construtores dum mundo sem palavras.
São gritos a descodificar os signos do mundo!
São assim os meus dias!
A metáfora da imagem a brilhar no espelho da lágrima furtiva do mund
Cristais de luz a iluminar os dias
As memórias
As novas promessas do devir contínuo e silente!
São de imagens os frutos dos meus dias
Fragmentos delicados de cores a emergir do coração da natureza!
Invento uma narrativa de imagens e de cores.
São personagens construtores dum mundo sem palavras.
São gritos a descodificar os signos do mundo!
São assim os meus dias!
A metáfora da imagem a brilhar no espelho da lágrima furtiva do mund
Já não sei desligar-me deste silêncio que vem das árvores. A Cidade cansa-me, atordoa-me os sentidos.
Casas, carros, gentes.
A pressa nos passos, o olhar embaciado, perdido, a nostalgia nos gestos, nos rostos.
É deste lado do mundo que a vida tem mais sentido.
A beleza do mundo no silêncio das pedras.
O musicalidade do vento a embalar os colo das árvores.
A luz clara refletida no rosto, tanta serenidade a lembrar os caminhos do divino.
Olho ao redor!
O tempo que passa. Um relógio certo a lembrar a passagem das estações.
O corpo cansado, ageita-se aos insondáveis mistérios da idade.
E tudo me diz para ficar!
Cansa -me o som das cidades!
São Gonçalves.
Casas, carros, gentes.
A pressa nos passos, o olhar embaciado, perdido, a nostalgia nos gestos, nos rostos.
É deste lado do mundo que a vida tem mais sentido.
A beleza do mundo no silêncio das pedras.
O musicalidade do vento a embalar os colo das árvores.
A luz clara refletida no rosto, tanta serenidade a lembrar os caminhos do divino.
Olho ao redor!
O tempo que passa. Um relógio certo a lembrar a passagem das estações.
O corpo cansado, ageita-se aos insondáveis mistérios da idade.
E tudo me diz para ficar!
Cansa -me o som das cidades!
São Gonçalves.
terça-feira, 4 de abril de 2017
Sinto o silêncio da cidade dentro do templo onde, refugiada das sombras me esqueço.
O mundo tornou -se demasiado grande para quem procura o alimento da alma.
Entre mim e a cidade, entre mim e os homens, uma fronteira de cortinas impedem os sons de atingir o interior do altar.
Agora, apenas a solidão inunda o espaço, e a sombra amena de um sol a a afugentar os murmúrios da noite.
São Gonçalves
Foto -Rosa Mouzinho Santos.
O mundo tornou -se demasiado grande para quem procura o alimento da alma.
Entre mim e a cidade, entre mim e os homens, uma fronteira de cortinas impedem os sons de atingir o interior do altar.
Agora, apenas a solidão inunda o espaço, e a sombra amena de um sol a a afugentar os murmúrios da noite.
São Gonçalves
Foto -Rosa Mouzinho Santos.
terça-feira, 14 de março de 2017
Contemplo a cidade deste lado da fronteira, a luz de fim de tarde traduziu no coração o sobressalto da nostalgia. Inquieto é o assombro que veste o olhar de matizes outonais.
A distância entre mim e a cidade revela uma inquietação surda, as palavras resurgem silenciosas e fugazes.
Somam - se os dias os anos , a lembrança dos lugares de pertença ainda são espaços de eterna lucidez entre a memória e o presente tão pacífico.
Adentra -se o olhar nesta cidade, coração onde se fizeram tantas viagens ,onde se combateram tantas batalhas.
E nos resguardo da história,a simbologia inata da construção do Ser em evolução.
São Gonçalves.
Foto -Rosa Santos Mouzinho.
A distância entre mim e a cidade revela uma inquietação surda, as palavras resurgem silenciosas e fugazes.
Somam - se os dias os anos , a lembrança dos lugares de pertença ainda são espaços de eterna lucidez entre a memória e o presente tão pacífico.
Adentra -se o olhar nesta cidade, coração onde se fizeram tantas viagens ,onde se combateram tantas batalhas.
E nos resguardo da história,a simbologia inata da construção do Ser em evolução.
São Gonçalves.
Foto -Rosa Santos Mouzinho.
Às vezes não há palavras,apenas o silêncio a arrastar imagens, o símbolo dos dias a encantar promessas , desvarios. Pergunto -me se ainda vale a pena ? Se ainda as palavras merecem o eco dos sentimentos. O mundo está pleno de desventura, a dor trespassa o coração dos homens, há tanta amargura e desamparo no coração das mães estéreis. Mas o mundo também é o retrato da criação. A grandeza do universo a mostrar -nos o lugar do encantamento. Dou então lugar ao entendimento, a esse lugar onde vislumbro o lado belo do mundo.
São segundos apenas, franjas de esquecimento a mostrar a beleza de um céu pleno de emoções. A serenidade estampada no azul, a luz tardia do sol a afugentar as coisas menos belas . São pedaços, fragmentos, sensações inauditas de um momento de completude.
É o silêncio !
São Gonçalves.
Foto -Rosa Mouzinho Santos.
São segundos apenas, franjas de esquecimento a mostrar a beleza de um céu pleno de emoções. A serenidade estampada no azul, a luz tardia do sol a afugentar as coisas menos belas . São pedaços, fragmentos, sensações inauditas de um momento de completude.
É o silêncio !
São Gonçalves.
Foto -Rosa Mouzinho Santos.
domingo, 10 de janeiro de 2016
Não sei se o tempo é pouco ou sou eu eu que perco em fragmentos diversos. Olho o mundo é procuro compreender a complexidade dos homens. Gostaria apenas de vislumbrar a claridade da alma, sem espelhos, sem águas a transbordar das margens, sem mal entendidos.
Foge -me o tempo nessa procura, e a complexa metamorfose dos mitos derrama no rio incertezas, nessa correnteza de águas cristalinas, onde na sombra do corpo se pode ver o que resta da claridade da alma sem sombras ou mistérios.
São Gonçalves.
Foto - Rosa Mouzinho Santos
.
03 /01 / 16.
Foge -me o tempo nessa procura, e a complexa metamorfose dos mitos derrama no rio incertezas, nessa correnteza de águas cristalinas, onde na sombra do corpo se pode ver o que resta da claridade da alma sem sombras ou mistérios.
São Gonçalves.
Foto - Rosa Mouzinho Santos
.
03 /01 / 16.
Entre a claridade e a sombra desenha -se os traços de uma vida.
A luz que ilumina o espaço do abismo, os contornos da dor gemendo em silêncio,é frágil e distante. Mas eu que sempre percorri a passos lentos os mistérios da luz, aninho - me no colo da lua, e ali me deixo ficar na serenidade de um aroma de flores silvestres.
É inverno, Janeiro, o sol expreita tímido, morno e distante. Os dias seguem - se a um ritmo lento , e só a luz de uma lua minguante me aquece as noites .
São Gonçalves
Foto - Rosa Mouzinho Santos.
02/01/16
A luz que ilumina o espaço do abismo, os contornos da dor gemendo em silêncio,é frágil e distante. Mas eu que sempre percorri a passos lentos os mistérios da luz, aninho - me no colo da lua, e ali me deixo ficar na serenidade de um aroma de flores silvestres.
É inverno, Janeiro, o sol expreita tímido, morno e distante. Os dias seguem - se a um ritmo lento , e só a luz de uma lua minguante me aquece as noites .
São Gonçalves
Foto - Rosa Mouzinho Santos.
02/01/16
domingo, 15 de novembro de 2015
É tão singular o mundo onde habito, o mundo onde evoluem os meus sonhos, os paradigmas de toda a existência.
Pensamos ter chegado a hora certa, o minuto, o segundo onde tudo se aquieta e renascemos na fragilidade dos dias. Mas tudo se complica, os obstáculos não mudam de lugar, as dificuldades repetem - se numa cadência assustadora.
E a coragem continua a ser o alimento que devoramos nas noites de insónia.
São Gonçalves.
Foto. Rosa Mouzinho Santos
Pensamos ter chegado a hora certa, o minuto, o segundo onde tudo se aquieta e renascemos na fragilidade dos dias. Mas tudo se complica, os obstáculos não mudam de lugar, as dificuldades repetem - se numa cadência assustadora.
E a coragem continua a ser o alimento que devoramos nas noites de insónia.
São Gonçalves.
Foto. Rosa Mouzinho Santos
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
domingo, 8 de fevereiro de 2015
De vermelho se tinge o céu
Labaredas de um mundo a queimar o corpo, o fé dos homens rasgando o horizonte.
De templos eregidos em silêncio, de brumas aparcando no lugar da solidão, de dias, de noites,de orações suplícando a paz na terra dos homens.
De mundo se enchem os teus olhos cansados, de vida e renascimento escondidos, num crepúsculo ardente.
Crês, acreditas e continuas nas sendas de um céu de esperança.
São Gonçalves.
Labaredas de um mundo a queimar o corpo, o fé dos homens rasgando o horizonte.
De templos eregidos em silêncio, de brumas aparcando no lugar da solidão, de dias, de noites,de orações suplícando a paz na terra dos homens.
De mundo se enchem os teus olhos cansados, de vida e renascimento escondidos, num crepúsculo ardente.
Crês, acreditas e continuas nas sendas de um céu de esperança.
São Gonçalves.
domingo, 19 de janeiro de 2014
Nada me acalma tanto no tempo que esta luz tardia este sonho abraçado nos fins de tarde
a plenitude presente no alto da serra,o silêncio das aves
a alma liberta dos pesos,dos medos,da penumbra que ainda antecede a noite.
Avisto o horizonte calmo e visto-me da folhagem das árvores
companheiras das minhas mais errantes viagens ao centro da alma.
Nada me perturba,nem o vento agreste,nem as vozes dos peregrinos
apenas esta luz me veste por fora e por dentro.
Estranhas as mudanças num tempo doloroso,a alquimia dos gestos
a transformação apaziguadora dos dias.
A luz que me guia não cega o olhar
é apenas uma ténue lembrança aquecendo o olhar.
O silencio e a luz,de mãos dadas
a eterna procura de um mundo que se transforma num olhar errante.
Abraço num só braço instantes de pura magia
a adormeço na luz cobreada que enlaça os mais insignificantes sonhos.
Poderia esperar do mundo que me acolhesse em inúmeras palavras
mas é de silencio e de distancia que alimento os dias
mais calmos e reconfortantes.
Contemplo a luz e as sombras do mundo
e nada mais preciso para continuar a caminhada.
Sei da presença que habita os meus sonhos.
São Gonçalves.
a plenitude presente no alto da serra,o silêncio das aves
a alma liberta dos pesos,dos medos,da penumbra que ainda antecede a noite.
Avisto o horizonte calmo e visto-me da folhagem das árvores
companheiras das minhas mais errantes viagens ao centro da alma.
Nada me perturba,nem o vento agreste,nem as vozes dos peregrinos
apenas esta luz me veste por fora e por dentro.
Estranhas as mudanças num tempo doloroso,a alquimia dos gestos
a transformação apaziguadora dos dias.
A luz que me guia não cega o olhar
é apenas uma ténue lembrança aquecendo o olhar.
O silencio e a luz,de mãos dadas
a eterna procura de um mundo que se transforma num olhar errante.
Abraço num só braço instantes de pura magia
a adormeço na luz cobreada que enlaça os mais insignificantes sonhos.
Poderia esperar do mundo que me acolhesse em inúmeras palavras
mas é de silencio e de distancia que alimento os dias
mais calmos e reconfortantes.
Contemplo a luz e as sombras do mundo
e nada mais preciso para continuar a caminhada.
Sei da presença que habita os meus sonhos.
São Gonçalves.
domingo, 27 de outubro de 2013
Podia esperar tudo
as palavras que já não ouvia
o silencio das aves rasgando os céus
o barulhar das ondas no embate de uma falésia
distante
distante o medo
e a magia silenciosa dos ventos
a caricia da luz na folhagem
intenso este silencio maduro
impregnado nas frinchas da janela.
Aguardo o momento da verdade
do confronto do tempo
na passagem das horas
o abraço quente do sol.
São Gonçalves
as palavras que já não ouvia
o silencio das aves rasgando os céus
o barulhar das ondas no embate de uma falésia
distante
distante o medo
e a magia silenciosa dos ventos
a caricia da luz na folhagem
intenso este silencio maduro
impregnado nas frinchas da janela.
Aguardo o momento da verdade
do confronto do tempo
na passagem das horas
o abraço quente do sol.
São Gonçalves
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Ás vezes sentia que se perdia na bruma do tempo
na fragilidade exposta ao tempo
na imperfeição do corpo que crescia à margem do querer.
Querer ser apenas a sintonia com a mundo
numa terra sem nome...sem desejo...
Esquecia muitas vezes a força enequivoca das águas
do ventre que calidamente a acolhera em tempos passados.
Não sabia da força das árvores,não sabia da ternura do azul
e porque de azul se vestia nas noites prateadas.
Timidamente ancorava as forças em cais ausentes
e ausentes os homens que a beijaram na penumbra da noite.
As bocas fechadas,esqueciam-se dos labios quentes
e continuava sempre a ser rainha dessa terra sem nome.
Sem nome a nostalgia agarrada a pele
essa brisa fina que lhe cortava por vezes o coração
mas de manhã...nessas manhãs de tantas primaveras
continuava a vestir-se de azul
e amar o ventre da terra ...o centro do mundo
e a boca dos homens que um dia a haveriam de esquecer
num pais de bruma.
São Gonçalves.
na fragilidade exposta ao tempo
na imperfeição do corpo que crescia à margem do querer.
Querer ser apenas a sintonia com a mundo
numa terra sem nome...sem desejo...
Esquecia muitas vezes a força enequivoca das águas
do ventre que calidamente a acolhera em tempos passados.
Não sabia da força das árvores,não sabia da ternura do azul
e porque de azul se vestia nas noites prateadas.
Timidamente ancorava as forças em cais ausentes
e ausentes os homens que a beijaram na penumbra da noite.
As bocas fechadas,esqueciam-se dos labios quentes
e continuava sempre a ser rainha dessa terra sem nome.
Sem nome a nostalgia agarrada a pele
essa brisa fina que lhe cortava por vezes o coração
mas de manhã...nessas manhãs de tantas primaveras
continuava a vestir-se de azul
e amar o ventre da terra ...o centro do mundo
e a boca dos homens que um dia a haveriam de esquecer
num pais de bruma.
São Gonçalves.
domingo, 3 de março de 2013
Haveria de rasgar os céus na clara luz da manhã
cortando os ventos gélidos que sopravam do norte
e cantar cantico agudo no ouvido da desventura
...
seria a raiva ,a dor soltando-se do corpo
como se esvai a vida na sonambula amargura
de um pássaro ferido.
Haveria de contar as horas de eterna procura
as tempestades abrutas agitando o coração
do rio desgovernado e descer,descer bem fundo
as profundezas da alma ,esquecendo o corpo
como se esquece a infância nas horas sombrias
de uma vida perdida.
Haveria de esquecer os dogmas de fé
caminhos juncados na memoria da infância
não seriam os deuses que semeariam
no seu coração o desencanto
mas os homens ajoelhados em preces
soltando da boca palavras ocas
julgando os outros sem saber
das origens profundas das coisas.
Haveria de silenciar o mundo ao redor
de gritar no silencioso templo em que rezava
o seu modo,o seu hino,a sua busca
Haveria de gritar ao mundo
LIBERDADE.
São Gonçalves.
cortando os ventos gélidos que sopravam do norte
e cantar cantico agudo no ouvido da desventura
...
seria a raiva ,a dor soltando-se do corpo
como se esvai a vida na sonambula amargura
de um pássaro ferido.
Haveria de contar as horas de eterna procura
as tempestades abrutas agitando o coração
do rio desgovernado e descer,descer bem fundo
as profundezas da alma ,esquecendo o corpo
como se esquece a infância nas horas sombrias
de uma vida perdida.
Haveria de esquecer os dogmas de fé
caminhos juncados na memoria da infância
não seriam os deuses que semeariam
no seu coração o desencanto
mas os homens ajoelhados em preces
soltando da boca palavras ocas
julgando os outros sem saber
das origens profundas das coisas.
Haveria de silenciar o mundo ao redor
de gritar no silencioso templo em que rezava
o seu modo,o seu hino,a sua busca
Haveria de gritar ao mundo
LIBERDADE.
São Gonçalves.
Podia acabar o mundo ali a seus pés
e continuar a sentir o pulsar das horas
... no vasto território adormecido
e continuava no fundo de si mesmo
a acreditar nas silenciosas horas
eternas armadilhas
confundindo o mundo...
E o mundo não desistia de si.
Todas as manhãs
o frio cortava o rosto
e dia amanhecia
as aves ensaiavam
novos voos por entre
a árvores despidas.
Teria o seu mundo desmoronado
num único momento de lucidez
Teriam as aves partido
numa derradeira viagem
confundindo as estações
e os anos ,a idade da razão
era agora um sóbrio
momento,guardado
na penumbra do coração.
Rasgavam-se esferas obliquas
paradigmas de um sentir confuso
e as sombras vagueavam
nem esquecimento interno.
O esquecimento do mundo
era agora um sombra vagueando
nas profundas sensações
de vazio.
São Gonçalves.
e continuar a sentir o pulsar das horas
... no vasto território adormecido
e continuava no fundo de si mesmo
a acreditar nas silenciosas horas
eternas armadilhas
confundindo o mundo...
E o mundo não desistia de si.
Todas as manhãs
o frio cortava o rosto
e dia amanhecia
as aves ensaiavam
novos voos por entre
a árvores despidas.
Teria o seu mundo desmoronado
num único momento de lucidez
Teriam as aves partido
numa derradeira viagem
confundindo as estações
e os anos ,a idade da razão
era agora um sóbrio
momento,guardado
na penumbra do coração.
Rasgavam-se esferas obliquas
paradigmas de um sentir confuso
e as sombras vagueavam
nem esquecimento interno.
O esquecimento do mundo
era agora um sombra vagueando
nas profundas sensações
de vazio.
São Gonçalves.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Do lado de dentro contemplo o mundo,maravilhados os olhos confundem-se no mar,nos prados,no céu
Contemplo as coisas grandes e as pequenas também.Acolha-as todas no meu regaço-olhar,protetor ,acolhedor da beleza universal.
As vezes não sei... se o verde que trago no olhar são mesmo meus , ou o espelho invertido do mundo que quero contemplar-amar
Não quero ver o negro,a sombra,o desespero dos homens
A vida encarrega-se de mostrar ao mundo a fealdade e a tristeza carregada de razão.
Escondo no peito os temores,os desamores,a raiva crua das gentes em desalento.
E vou por ai,pelo mundo das coisas belas.Amo as flores,os passaros,os rios,as gentes que passeiam nas suas margens...amo a beleza do mundo...projetada no espelho da alma...olhar.
O céu ainda brilha no fundo dos meus olhos,o céu azul confunde-se nos meus olhos verdes,acasalamento perfeito enfeitado com grinaldas de espuma ...branca.
Há giestas a crescer nos campos do meu corpo.
Talvez ainda florescem esperanças na primavera...
São Gonçalves
Contemplo as coisas grandes e as pequenas também.Acolha-as todas no meu regaço-olhar,protetor ,acolhedor da beleza universal.
As vezes não sei... se o verde que trago no olhar são mesmo meus , ou o espelho invertido do mundo que quero contemplar-amar
Não quero ver o negro,a sombra,o desespero dos homens
A vida encarrega-se de mostrar ao mundo a fealdade e a tristeza carregada de razão.
Escondo no peito os temores,os desamores,a raiva crua das gentes em desalento.
E vou por ai,pelo mundo das coisas belas.Amo as flores,os passaros,os rios,as gentes que passeiam nas suas margens...amo a beleza do mundo...projetada no espelho da alma...olhar.
O céu ainda brilha no fundo dos meus olhos,o céu azul confunde-se nos meus olhos verdes,acasalamento perfeito enfeitado com grinaldas de espuma ...branca.
Há giestas a crescer nos campos do meu corpo.
Talvez ainda florescem esperanças na primavera...
São Gonçalves
domingo, 30 de dezembro de 2012
Esperei a hora certa para soltar ao vento as palavras.
Sim ,porque as palavras também são caprichosas,nem sempre estão ali à nossa espera na pontas dos dedos.
... E os dedos estão muitas vezes ásperos do frio dos
Invernos,como os galhos daquela árvore nua
que teimosamente se mantém firme,apesar das tempestades.
Esperei a hora certa,para contemplar o céu azul,de um dia claro,o olhar erguido,sem pestanejar.
E podia ficar ali horas,na quietude do espaço esquecida do tempo que passa
A vida é esta sucessão de imagens,entre o verão e o inverno,entre o fim e o recomeço.
Entre as noites e os dias,a solidão e o aconchego,um ano que termina,um outro que recomeça.
E no fundo tudo fica igual a si mesmo,só o nosso olhar muda.
E se durante todo este tempo conseguíssemos esquecer do frio,dos dedos ásperos,e soubéssemos apenas olhar o céu,
acariciar o rosto com a brisa do vento,com as sedas de esperança.
Para tudo há uma hora certa,até para ilustrar uma imagem.....
São Gonçalves.
Sim ,porque as palavras também são caprichosas,nem sempre estão ali à nossa espera na pontas dos dedos.
... E os dedos estão muitas vezes ásperos do frio dos
Invernos,como os galhos daquela árvore nua
que teimosamente se mantém firme,apesar das tempestades.
Esperei a hora certa,para contemplar o céu azul,de um dia claro,o olhar erguido,sem pestanejar.
E podia ficar ali horas,na quietude do espaço esquecida do tempo que passa
A vida é esta sucessão de imagens,entre o verão e o inverno,entre o fim e o recomeço.
Entre as noites e os dias,a solidão e o aconchego,um ano que termina,um outro que recomeça.
E no fundo tudo fica igual a si mesmo,só o nosso olhar muda.
E se durante todo este tempo conseguíssemos esquecer do frio,dos dedos ásperos,e soubéssemos apenas olhar o céu,
acariciar o rosto com a brisa do vento,com as sedas de esperança.
Para tudo há uma hora certa,até para ilustrar uma imagem.....
São Gonçalves.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
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