O abraço da lua
Não ,não vires as costas ao mundo
ao rio prateado que corre no teu peito
quando de sois ainda é feito o desejo
que arde no centro da tua pele.
Não,não escondas o olhar
mesmo cansado...
...brilham neles todos os azuis
todos magmas da eterna paixão.
Mesmo que te tentem roubar a cor aos dias
enfrenta a luz do dia
e solta as amarras que te cegam
os espelhos da loucura.
Entrega-te ao mundo
na eterna vigia de uma lua
prateada e reconciliadora
do corpo em exaustão.
São Gonçalves.
O silencioso canto das aves migratórias
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Foto-Antonio Santos Silva.
Das tardes de Outono sobra agora uma brisa fresca e calma
encostas o corpo à margem de um rio sereno.
águas de ternura apaziguadora de momentos.
a ternura desenhada num céu azul mesclado de branco.
regressas à nascente ,a esse momento magico
onde tudo recomeça.Já te sinto minha por inteiro
já te sinto plenitude num mundo agreste
raras as vezes a distancia das margens
ainda me trazem saudades
saudades de ti,de mim,de nós.
Sinto-te agora ao lado deste rio onde sempre naveguei
o nosso rio de ternuras mansas e doces.
São Gonçalves.
Das tardes de Outono sobra agora uma brisa fresca e calma
encostas o corpo à margem de um rio sereno.
águas de ternura apaziguadora de momentos.
a ternura desenhada num céu azul mesclado de branco.
regressas à nascente ,a esse momento magico
onde tudo recomeça.Já te sinto minha por inteiro
já te sinto plenitude num mundo agreste
raras as vezes a distancia das margens
ainda me trazem saudades
saudades de ti,de mim,de nós.
Sinto-te agora ao lado deste rio onde sempre naveguei
o nosso rio de ternuras mansas e doces.
São Gonçalves.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Podia acordar de um sonho ,onde as cores eram rainhas de um reino colorido.
Lembras-te do tempo em que silenciosa esperava o teu beijo,o murmúrio dos teus abraços
na noite que se ajeitava ao nosso tempo ,ao nosso sentir.
Era só nosso aquele momento,e de tão nosso esquecíamos de tudo.
Depois,depois de partires ,esquecia-me num silêncio melodioso
fundia-me na pintura das paredes,na aguarela de uma janela virada para o mar.
Ainda meia despida,dos beijos que trocamos ,nas noites em que era a a
musa nas tuas mãos delicadas de pintor,encenava um novo recomeço.
Já não era o corpo despido nas lânguidas noites
nem a sabedoria nas tuas mãos de artista.
Não era a noite,nem o dia,nem o aconchego das tuas noites
era apenas um quadro semi-acabado
de costas voltadas para ti,de rosto voltado para a janela
que tão discretamente pintavas,para eu puder
contemplar o mar.
São Gonçalves
Lembras-te do tempo em que silenciosa esperava o teu beijo,o murmúrio dos teus abraços
na noite que se ajeitava ao nosso tempo ,ao nosso sentir.
Era só nosso aquele momento,e de tão nosso esquecíamos de tudo.
Depois,depois de partires ,esquecia-me num silêncio melodioso
fundia-me na pintura das paredes,na aguarela de uma janela virada para o mar.
Ainda meia despida,dos beijos que trocamos ,nas noites em que era a a
musa nas tuas mãos delicadas de pintor,encenava um novo recomeço.
Já não era o corpo despido nas lânguidas noites
nem a sabedoria nas tuas mãos de artista.
Não era a noite,nem o dia,nem o aconchego das tuas noites
era apenas um quadro semi-acabado
de costas voltadas para ti,de rosto voltado para a janela
que tão discretamente pintavas,para eu puder
contemplar o mar.
São Gonçalves
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Acordava todas as manhãs com a luz tímida do amanhecer entrando pela janela,
Levantava-se, calma e meio ausente do mundo e num ritual quase diário dirigia-se a janela.
No parapeito guardava dentro de uma jarra duas flores.
No amanhecer do corpo e dos dias encenava as horas que se seguiam.
Seriam de alegria, ou de tristeza?
De descanso ou de cansaço?
O corpo conhecia bem as lutas diárias, rotineiras, constantes, a alma os desencantos, a melancolia, o cinzento do tempo ,e o cinzento no rosto dos homens.
Aprendera a não dar importância, aprendera a olhar para dentro de si, a encontrar a luz no interior do seu mundo.
E era neste dialogo silencioso com as flores, que religiosamente colocava no parapeito da janela, que as manhãs eram mais claras e generosas.
Com elas ,as flores, ligava-se a terra, ao céu, aos astros, as forças da natureza, trazendo um maior alento e conforto ao começar dos dias.
Acordava todas as manhãs com a fragilidade e a força, beijando-lhe o rosto.
E seguia....
São Gonçalves.
Levantava-se, calma e meio ausente do mundo e num ritual quase diário dirigia-se a janela.
No parapeito guardava dentro de uma jarra duas flores.
No amanhecer do corpo e dos dias encenava as horas que se seguiam.
Seriam de alegria, ou de tristeza?
De descanso ou de cansaço?
O corpo conhecia bem as lutas diárias, rotineiras, constantes, a alma os desencantos, a melancolia, o cinzento do tempo ,e o cinzento no rosto dos homens.
Aprendera a não dar importância, aprendera a olhar para dentro de si, a encontrar a luz no interior do seu mundo.
E era neste dialogo silencioso com as flores, que religiosamente colocava no parapeito da janela, que as manhãs eram mais claras e generosas.
Com elas ,as flores, ligava-se a terra, ao céu, aos astros, as forças da natureza, trazendo um maior alento e conforto ao começar dos dias.
Acordava todas as manhãs com a fragilidade e a força, beijando-lhe o rosto.
E seguia....
São Gonçalves.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Quem poderá ouvir o grito musical do coração?
Quem,dos passantes esquecidos do presente
... parará para escutar o cântico melodioso
da primavera?
Não pertenço a este mundo de promessas adiadas
escondo-me nos sons dos acordes do violino
por mim passam milhares de pessoas
apressadas,esquecidas,amarguradas
e eu ,toco-lhes a sinfonia das flores
o cântico dos pássaros!
Encosto-me à parede das casas ,vazias
sou mais um vulto sem rosto
ninguém para par me ver
e eu embalo os passos dos homens apressados!
Breves as estações que envolvem os sons do mundo.
São gonçalves.
Quem,dos passantes esquecidos do presente
... parará para escutar o cântico melodioso
da primavera?
Não pertenço a este mundo de promessas adiadas
escondo-me nos sons dos acordes do violino
por mim passam milhares de pessoas
apressadas,esquecidas,amarguradas
e eu ,toco-lhes a sinfonia das flores
o cântico dos pássaros!
Encosto-me à parede das casas ,vazias
sou mais um vulto sem rosto
ninguém para par me ver
e eu embalo os passos dos homens apressados!
Breves as estações que envolvem os sons do mundo.
São gonçalves.
domingo, 29 de julho de 2012
Afasto-me dos ruídos do mundo
no silêncio do deserto
na imensidão dourada
... das areias quentes
matar a sede de palavras.
De rosto escondido
parto....
e caminho nas linhas
de um livro escrito
por ti...por mim...
Não ouço os sons do mundo
sou apenas eu
neste deserto
de vidas humanas...
A brisa acaricia-me
o corpo
são brancas
as sedas que me
cobrem a pele
mas é de mundo
que alimento a alma
neste deserto
de areias douradas
nesta solidão
de mundo.
Não tenho sede
tenho-te a ti
por inteiro
as palavras
alquimia das lezirias
sem nome
alimento místico
que me sacia a fome.
São Gonçalves.
no silêncio do deserto
na imensidão dourada
... das areias quentes
matar a sede de palavras.
De rosto escondido
parto....
e caminho nas linhas
de um livro escrito
por ti...por mim...
Não ouço os sons do mundo
sou apenas eu
neste deserto
de vidas humanas...
A brisa acaricia-me
o corpo
são brancas
as sedas que me
cobrem a pele
mas é de mundo
que alimento a alma
neste deserto
de areias douradas
nesta solidão
de mundo.
Não tenho sede
tenho-te a ti
por inteiro
as palavras
alquimia das lezirias
sem nome
alimento místico
que me sacia a fome.
São Gonçalves.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Não havia mais nada,apenas eu e a lua
e vontade de gritar a solidão do mundo
derramada nas gotas cristalinas
no âmbar da entrada da noite
...
no cântico de um pássaro
iludindo o silêncio ...
Tentei aprisionar um sonho
um cântico antigo,soletrado
desenhado nos cantos da lua...
Admirei-te mais uma vez
na memória inocente de minh'alma transparente...
São Gonçalves.
e vontade de gritar a solidão do mundo
derramada nas gotas cristalinas
no âmbar da entrada da noite
...
no cântico de um pássaro
iludindo o silêncio ...
Tentei aprisionar um sonho
um cântico antigo,soletrado
desenhado nos cantos da lua...
Admirei-te mais uma vez
na memória inocente de minh'alma transparente...
São Gonçalves.
domingo, 1 de julho de 2012
Rasgo a terra ainda fria,resquícios de um inverno longo
sem luz,sem alegria,cinzento o leito onde me aconchego
...
na interminitência do tempo .
A terra virgem lavrada,arada sob o signos das primeiras chuvas
o astro rei,vigia-me ainda timidamente nesta sonolência
onde ainda durmo ,sem saber a hora certa de despertar.
Aconchego-me de mansinho ao tempo,e sinto a brisa fresca
o vento beijando-me as primeiras manhãs em que vejo a luz.
e visto-me de verde na passagem das horas
a esperança erguida nos terrenos férteis da imaginação.
Contorno o corpo,os gestos,o olhar
giro a volta do sol,da luz intensa
que me beija nas primeiras manhãs quentes de verão
e contemplo a luz ,o sonho acordado
a cada manhã onde desperto
na elegância de mais um novo renascer.
São Gonçalves.
sem luz,sem alegria,cinzento o leito onde me aconchego
...
na interminitência do tempo .
A terra virgem lavrada,arada sob o signos das primeiras chuvas
o astro rei,vigia-me ainda timidamente nesta sonolência
onde ainda durmo ,sem saber a hora certa de despertar.
Aconchego-me de mansinho ao tempo,e sinto a brisa fresca
o vento beijando-me as primeiras manhãs em que vejo a luz.
e visto-me de verde na passagem das horas
a esperança erguida nos terrenos férteis da imaginação.
Contorno o corpo,os gestos,o olhar
giro a volta do sol,da luz intensa
que me beija nas primeiras manhãs quentes de verão
e contemplo a luz ,o sonho acordado
a cada manhã onde desperto
na elegância de mais um novo renascer.
São Gonçalves.
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