O silencioso canto das aves migratórias

O silencioso canto das aves migratórias

sábado, 13 de outubro de 2012

Divagando num rio silencioso e sereno

longe do mundo ,na quietude pálida da noite

a dança do sonho,da passagem das horas

...
paradas num limite que não retém o tempo.

Esquecida das coisas inúteis

que compõe os dias,os compromissos efémeros

Arrasta-se na longa maré de sonhos

resgatados a memoria involuntária do tempo

o som subtil cantando nas folhas das árvores

o gesto doce embalando o corpo

trazendo a si a única razão de ser

a de mergulhar na imensidão calada

na arte trespassada de emoções.


São Gonçaves.

Roda a colher no vagaroso gesto

Tão distante ,nas veredas

nos gestos cadenciados
...

nos odores marcados na memória


fragancias inesperadas.

Ao redor da sala um velho sonho

desperta das longas noites.

E o sorriso sereno...

rodando...mexendo ...remexendo

no cheiro da saudade

no sabor da distancia reinventada

a porcelana esperando

no canto da mesa.

O doce-amargo da vida

desenhado em tons de canela.

Traços de ternura

resgatada à lembrança

num ínfimo espaço de tempo

no presente pintado

no sabor quente e doce

no embalo de um só momento.



domingo, 7 de outubro de 2012

Ah !A ternura que há num gesto tão simples como um sopro inocente e genuíno.

A ternura da infançia e da amizade....
 

 
 
 

Cinzentas a cores que antecedem a estação das chuvas

as manhãs escondem o sol em nevoeiros imensos

Do tempo em que o sol queimava a pele

...
e o trigo brilhava nos raios dourados

ainda se vislumbra uma tímida cor

no coração das searas

as papoilas ainda abraçam

a timidez da luz...
 
Retrouver au fond de soi
Le chant infini du fond de la mer.
La musique lointaine
Le son de la main
Appui fait coleur du temps.

...
Retrouver la paix
Dans le chemin du regard
La valse mystique de la couler du monde.

São Gonçalves.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Tela Tiago Paço

A minha homenagem ao dia internacional da musica com uma tela de um Sr...que me viu nascer...
Ou seja da aldeia onde nasci.



Sentir a melodia mesmo no silêncio do quarto

...
a voz feminina que canta saudade

nas cordas de uma guitarra, o grito

da borboleta ansiando liberdade.


A voz,o som,o ritmo

a vida passando veloz

o tempo ,o riso,

a alegria desenhada

em rostos extasiados

nas pautas escritas

na dança inebriante

o corpo liberto

e a voz da cantora

triunfando nos ecos

da magica canção

preenchendo os espaços

vazios de uma alma

os efémeros desertos.


A embriagues da vida

bebida na notas musicais.

São Gonçalves.
 
Le fleuve bleu illumine les Etoiles
Dans la profondeur du ciel
Noir la mémoire du temps
La foule des gens qui le regardent
Buvant la lumière
Que l’entoure
Et le silence s’impose
Au paradis du monde.

São Gonçalves.