Nomear a beleza do mundo na geografia dos afetos. Na luz das madrugadas plenas de ternura.Contemplar a fragilidade de uma flor, solitáriaE despertar os sentidos.Tocar o céu, e voltar ao princípio do desejo.Saber- te plena de mistérios a desvendar.São Gonçalves
Aprender a contemplar os desígnios da terraA mensagem de um deus invisível.Aprender a ler as cartas do destino, o vórtice dos desejosO crescimento de um sentimento maior do que a vida.São Gonçalves
... cresce no silêncio das madrugadas uma flor de outono.Serena, luz a iluminar as encruzilhadas da vida.Murmúrio de tronco maduroabraço acolhedor no entardecer.Vozes silentes, gestos ensaiando a textura da pele.Tempo que se deseja lento na busca da plenitude...São Goncalves
Avassaladora a alquimia dos sentidos, a lucidez transcendente dos grandes horizontes.O desejo de plenitudena hora mágicaDe todos os silêncios.São Gonçalves.
Quando os silêncios (re)significam todos os mistérios.Quando os abraços se materializam na distância, se sentem nos contornos de uma silhueta transparente.Quando a emoção é ponte e laço.São Gonçalves.
Aprender a dar valor ao momento presente. Aprender a dar de nós o melhor. A procurar o silêncio, a serenidade, a elevação do espírito.Saber que nada é melhor que a companhia, o abraço. A mão que reconforta.Conhecer a importância da palavra dada no momento certo. Aceitar o caminho do efémero.Ser presença!São Gonçalves.
Porque não vemos!Aprendemos a contornar o olhar,A medir a distância, a moldar a palavra.Sabemos da ausencia dos gestossentimos a presença pela sombra da silhueta.Pela voo dos silêncios nas asas.São Gonçalves.