Lágrimas.
...
De braços caídos
no desconforto do inverno
o frio,brisa gelada
assobiando no espaço
despido o corpo franzino
agitado pela dor.
Já não ouve
já não sente
chora apenas
a fragilidade imposta.
Ah! frágil o equilíbrio
Ah! Forte os nervos
com que enfrentas
as tempestades
os medos.
De tempos a tempos
o sol ainda brilha
as lágrimas secam
no conforto do descanso.
E de novo o vento norte
a geada abrupta
o desiquilibrio
o frio no corpo
E a primavera tão longe
e a esperança vigiando
no brilho das lágrimas.
O silencioso canto das aves migratórias
domingo, 24 de junho de 2012
Leveza.
Gosto de me sentir assim
... rio de águas calmas
vestido de verde
envolto em aromas
de jasmim....
Repouso meus braços
de águas correntes
na leveza das árvores
luz clara nas manhãs
sombras ondulantes
no leito de giestas
ternura á nascente.
Gosto dos espelhos
de luz e de sombras
reflexos transparentes
do sonhar cálido
abraços doces
de esperança
luz límpida
no olhar
de uma criança.
Na leveza das manhãs
doces e claras
desenho meus sonhos
em leitos de águas
frescas e raras.
Gosto de me sentir assim
... rio de águas calmas
vestido de verde
envolto em aromas
de jasmim....
Repouso meus braços
de águas correntes
na leveza das árvores
luz clara nas manhãs
sombras ondulantes
no leito de giestas
ternura á nascente.
Gosto dos espelhos
de luz e de sombras
reflexos transparentes
do sonhar cálido
abraços doces
de esperança
luz límpida
no olhar
de uma criança.
Na leveza das manhãs
doces e claras
desenho meus sonhos
em leitos de águas
frescas e raras.
Fragas.
Gosto de me sentir assim
... rio de águas calmas
vestido de verde
envolto em aromas
de jasmim....
Repouso meus braços
de águas correntes
na leveza das árvores
luz clara nas manhãs
sombras ondulantes
no leito de giestas
ternura á nascente.
Gosto dos espelhos
de luz e de sombras
reflexos transparentes
do sonhar cálido
abraços doces
de esperança
luz límpida
no olhar
de uma criança.
Na leveza das manhas
doces e claras
desenho meus sonhos
em leitos de águas
frescas e raras.
Gosto de me sentir assim
... rio de águas calmas
vestido de verde
envolto em aromas
de jasmim....
Repouso meus braços
de águas correntes
na leveza das árvores
luz clara nas manhãs
sombras ondulantes
no leito de giestas
ternura á nascente.
Gosto dos espelhos
de luz e de sombras
reflexos transparentes
do sonhar cálido
abraços doces
de esperança
luz límpida
no olhar
de uma criança.
Na leveza das manhas
doces e claras
desenho meus sonhos
em leitos de águas
frescas e raras.
No lugar do Sol.
... Aprender a passar pelo tempo
e aceitar a palavra sussurrada
nos galhos das árvores
despidas na aridez do inverno
ser as respostas e as perguntas
ao frio incessante que rasga o olhar
neste fim de tarde.
Olho o sol e desejo um lugar
onde possa sentar -me nele
e esquecer o mundo.
Nada sei neste tempo que passa
aprendo devagar os enigmas
das vozes silenciosas
distantes.
Hoje não espero nada
não pergunto ao vento
se tenciona mudar de direcção
se amanhã será diferente de hoje
se o abraço se fera esquecido.
Hoje apenas desejo caber
no lugar do sol
nesta tarde fria
de inverno.
... Aprender a passar pelo tempo
e aceitar a palavra sussurrada
nos galhos das árvores
despidas na aridez do inverno
ser as respostas e as perguntas
ao frio incessante que rasga o olhar
neste fim de tarde.
Olho o sol e desejo um lugar
onde possa sentar -me nele
e esquecer o mundo.
Nada sei neste tempo que passa
aprendo devagar os enigmas
das vozes silenciosas
distantes.
Hoje não espero nada
não pergunto ao vento
se tenciona mudar de direcção
se amanhã será diferente de hoje
se o abraço se fera esquecido.
Hoje apenas desejo caber
no lugar do sol
nesta tarde fria
de inverno.
Dança
... Amplo o mar que vejo alongar-se
no esperguiçar cansado das aves
e dos sonhos exposto a brisa
como numa carta de marear
Contemplo a dança enigmática
os gestos subtis
entrelaçados das aves
e as ondas sobem e descem
numa dança ritmada
no invés do meu corpo calado.
Sinto o vento beijar-me a face
colo o meu corpo ao tempo
ao vento rasgando as velas
e as asas das gaivotas
e danço com elas .
Já me esqueci das vidas
onde me perdia
em consequentes bailados
inebriado do corpo esquecido
com os odores da natureza.
O presente é muito mais intenso
quando contemplo a dança
das aves moribundas
procurando um novo
porto de abrigo.
... Amplo o mar que vejo alongar-se
no esperguiçar cansado das aves
e dos sonhos exposto a brisa
como numa carta de marear
Contemplo a dança enigmática
os gestos subtis
entrelaçados das aves
e as ondas sobem e descem
numa dança ritmada
no invés do meu corpo calado.
Sinto o vento beijar-me a face
colo o meu corpo ao tempo
ao vento rasgando as velas
e as asas das gaivotas
e danço com elas .
Já me esqueci das vidas
onde me perdia
em consequentes bailados
inebriado do corpo esquecido
com os odores da natureza.
O presente é muito mais intenso
quando contemplo a dança
das aves moribundas
procurando um novo
porto de abrigo.
Foto-Rosa Mouzinho Santos.
Sobre o rio....
Os afluentes nunca chegam a foz...enriquecem o rio num determinado momento,num determinado tempo...num determinado espaço...e é isso o mais importante,o mar é o conjunto de todas as coisas...não o fim,mas a plentitude ,a grandeza....embora este livro termine num imenso mar de palavras...a autora ainda tem um imenso rio por navegar...se perder e se encontrar...até chegar a foz.
Sobre o rio....
Os afluentes nunca chegam a foz...enriquecem o rio num determinado momento,num determinado tempo...num determinado espaço...e é isso o mais importante,o mar é o conjunto de todas as coisas...não o fim,mas a plentitude ,a grandeza....embora este livro termine num imenso mar de palavras...a autora ainda tem um imenso rio por navegar...se perder e se encontrar...até chegar a foz.
sábado, 23 de junho de 2012
Imaginação.
Crescem plantas novas
...
nas lezirias resplandescentes de luz
Trazem no peito a esperança
de quem ergue o olhar
ao Sol,astro dominante
iluminando as searas
ainda em fase
de renovação
Crescem cidades novas
nas cidades do pensamento
Já está próxima a primavera
e o sol já brilha
nos espelhos dos teus olhos
sentimentos renascendo
no centro do teu mundo
nos lagos virgens
da tua imaginação.
Dos campos plantados no inverno
a planta rasga a terra em desejo
de contemplação.
Crescem plantas novas
...
nas lezirias resplandescentes de luz
Trazem no peito a esperança
de quem ergue o olhar
ao Sol,astro dominante
iluminando as searas
ainda em fase
de renovação
Crescem cidades novas
nas cidades do pensamento
Já está próxima a primavera
e o sol já brilha
nos espelhos dos teus olhos
sentimentos renascendo
no centro do teu mundo
nos lagos virgens
da tua imaginação.
Dos campos plantados no inverno
a planta rasga a terra em desejo
de contemplação.
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