Não, hoje não tenho palavras
Silenciei-as num olhar ausente
Derramei por elas todas as lágrimas
Todos os desencantos
Hoje apenas quero o aroma
Do sal do esquecimento.
São Gonçalves.
O silencioso canto das aves migratórias
domingo, 12 de abril de 2015
Primeiro o toque suave ,a cor madreperola beijando o rosto
a luminosa floração do corpo,os gestos suaves e ternos
o renascer de um sentimento inacabado
que se teria ausentado!
a luminosa floração do corpo,os gestos suaves e ternos
o renascer de um sentimento inacabado
que se teria ausentado!
Primeiro o contacto com a luz tímida e intemporal
o afago do sol num corpo desnudo
o som das aves chilreando ao longe
o alimento do sonho que regressa a medo!
o afago do sol num corpo desnudo
o som das aves chilreando ao longe
o alimento do sonho que regressa a medo!
Depois ,o encantamento e a entrega
ao tempo da floração da luz!
ao tempo da floração da luz!
São Gonçalves.
Quando a leveza te abraça
O corpo ,os gestos, a alma
Despojos de coisas inúteis
Arrancadas devagar
Ternamente, num bailado silencioso
Como um pedaço de ternura
Enlaçadas ao perfume do tempo.
Nesse momento, amas, sentes
Renasces numa coreografia de gestos
E no desapego do momento
Reinventas a sabedoria
De seres a feminilidade magestosa.
São Gonçalves.
O corpo ,os gestos, a alma
Despojos de coisas inúteis
Arrancadas devagar
Ternamente, num bailado silencioso
Como um pedaço de ternura
Enlaçadas ao perfume do tempo.
Nesse momento, amas, sentes
Renasces numa coreografia de gestos
E no desapego do momento
Reinventas a sabedoria
De seres a feminilidade magestosa.
São Gonçalves.
Intenso o desejo do toque na ponta dedos, intenso o vibrar do corpo na nudez exposta sem medo.
Sinto o mundo todo na palma da mão, o silêncio constrangedor do abandono prematuro!
O inverno é longo e cinzento cansa - me. Desconheço por vezes o caminho da luz. Entrego - me à nostalgia no planar das aves errantes.
Há dias em que apenas desejaria ser voo e vento.
São Gonçalves.
Sinto o mundo todo na palma da mão, o silêncio constrangedor do abandono prematuro!
O inverno é longo e cinzento cansa - me. Desconheço por vezes o caminho da luz. Entrego - me à nostalgia no planar das aves errantes.
Há dias em que apenas desejaria ser voo e vento.
São Gonçalves.
Na ponta dos dedos, todo o silêncio e toda a músicalidade soprada num gesto único, sedutor,mágico, desesperadamente sedutor.
O rasgo de um sentimento inebriante, espalhado no espaço, no tempo.
O rosto escondido por uma nuvem de fumo, o sentimento de desespero no arfar dos dedos.
A noite ali tão próxima, profunda e enigmática.
Atiras para o tempo todo o sentimento e todo o desprezo do mundo, nesse teu gesto sempre tão silencioso, sempre tão teu. Como se o quisesses possuir e ao mesmo tempo desapegar-te.
E desapego era a única palavra que soletravas quando olhavas para mim.
O rasgo de um sentimento inebriante, espalhado no espaço, no tempo.
O rosto escondido por uma nuvem de fumo, o sentimento de desespero no arfar dos dedos.
A noite ali tão próxima, profunda e enigmática.
Atiras para o tempo todo o sentimento e todo o desprezo do mundo, nesse teu gesto sempre tão silencioso, sempre tão teu. Como se o quisesses possuir e ao mesmo tempo desapegar-te.
E desapego era a única palavra que soletravas quando olhavas para mim.
São Gonçalves.
Devolve-me a lucidez dos dias,
a coragem que falta para derrubar as paredes do desencanto.O mistério do mundo, a transformação do sonho em quimeras ausentes, respiro o ar, a cor do céu em golfadas de melancolia e tristeza, sinto o passar do tempo, sem pressa sem piedade.O desafio do destino traçado na cor das minhas vestes,no interior do meu corpo. Atravesso o desassossego dos dias, as manhãs cinzentas de desencanto. Lá fora os meus filhos clamam por novo mundo. Mas eu já não os conheço, nem reconheço o som das suas palavras,Há muito me impuseram esta clausura, este cinza mascarado de luz, há muito que desisti de ouvir o cantar dos pássaros, apenas tu me visitas de tempos a tempos e me trazes a
cor do mar.
São Gonçalves.
a coragem que falta para derrubar as paredes do desencanto.O mistério do mundo, a transformação do sonho em quimeras ausentes, respiro o ar, a cor do céu em golfadas de melancolia e tristeza, sinto o passar do tempo, sem pressa sem piedade.O desafio do destino traçado na cor das minhas vestes,no interior do meu corpo. Atravesso o desassossego dos dias, as manhãs cinzentas de desencanto. Lá fora os meus filhos clamam por novo mundo. Mas eu já não os conheço, nem reconheço o som das suas palavras,Há muito me impuseram esta clausura, este cinza mascarado de luz, há muito que desisti de ouvir o cantar dos pássaros, apenas tu me visitas de tempos a tempos e me trazes a
cor do mar.
São Gonçalves.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






