O silencioso canto das aves migratórias

O silencioso canto das aves migratórias

domingo, 20 de julho de 2014

"Afinidade é quando o vento recolhe todos o ecos,... e vira brisa!"

No espaço os murmúrios dos gestos
a filigrana dos sentidos metodicamente trabalhada
os ecos da alma que atravessam oceanos
e a brisa fresca da amizade
que se transforma em caricias.

Não há lonjura quando a afinidade
é um ponto equidistante da alma
não há solidão quando as manhãs
murmuram os sons das almas
peregrinas no tempo.

E eu recolho todos os pedaços de vento
porque neles encontro o teu olhar.

São Gonçalves.

Trazias tatuadas no teu corpo jovem todas as esperanças ,a enorme capacidade de te ultrapassar nas palavras com que bordarias as noites
Domavas a ira dos homens,num leito onde a vida era um jogo de cartas ser jogado com perícia e sedução.
De destino traçado na ponta da lamina,forjavas historias de encantar,noite após noite,durante as mil e uma noite de encantamento.
Resistias ao impeto feroz da desilusão,desenhavas palavras nos seus olhos ,azuis, e no coração da noite ,encarnarias a legendaria força feminina,a impetuosa vontade de acalmar iras e predestinações de mortes.Pressagios de ferro e fogo .
As palavras seriam o teu mais fiel escudo,as historias inventadas na solidão dos dias, o teu aliado mais fiel na tua vontade resistente às grandes marés de infurtunio.
O poder de ser mulher,a coragem de enfrentar os homens na sua desfeita,e na sua honra traída.
A vingança seria desafiada com palavras amor e sedução.

São Gonçalves
Há dias em que somos silêncio para ouvirmos os sons do infinito. 
São Gonçalves.

domingo, 6 de julho de 2014


Regresso sempre a ti sempre que te penso 
regresso ao lugar dos abraços inocentes
e se por acaso não te encontrar no calor das tardes de 
verão
haverei sempre de te encontrar no coração da poesia.

Regresso a ti ,como tu me regressas de cada vez que oiço a nossa canção
de cada vez que as andorinhas cantam novas melodias na primavera.

Regresso a ti e tu regressas-me no coração do poema
no silêncio das palavras que nunca fui capaz de te dizer.

São Gonçalves
II
Escondes o que resta dos sonhos 
num bocal desfocado...
O desencanto apoderou se das tuas mãos vazias
e as palavras são o único refúgio de lucidez. 

Amas o mundo silencioso dos gestos
Das palavras escondidas
Em metaforas de luz.

Amas o indizivel caminho dos poetas
A fragilidade dos silêncios
A ternura dos simbolos escritos.

Escondes o que resta do teu corpo cansado
E mostras a beleza interdita das emoções.

São Gonçalves.
Tela Edite Melo.

Do chão o eterno recomeço do dias
as sementeiras germinam a esperança
perdida na estação fria

O grito das novas canções
estendidas num estendal de luz
a seiva redentora das searas em flor

Da luz do sol e do calor das tardes estivais
o canto de um pássaro nos beirais
o beijo da papoila ao raiar da aurora

A maciez da cor na minha pele
nas ondas dos trigais dourando
na pele da terra.

Dançam as sementeiras um bailado colorido
iluminando as mãos calejadas do homem

E da sensualidade da luz
a magia da ilusão da claridade
re-inventada.

São Gonçalves