Saúdo o entardecer no espelho das águas, no bailado colorido das nuvens envolvendo o céu, como um abraço, como o descodificar de símbolos, numa linguagem de luz e de sombras.
Não há vultos, nem vozes, apenas o som da brisa soprando aos ouvidos da cidade uma canção melódica, finamente orquestrada nas harpas dos deuses.
É este entardecer que me acalma e me embala como o berço do rio que me viu nascer.
São Gonçalves.
Foto - Edite Melo.
O silencioso canto das aves migratórias
domingo, 10 de janeiro de 2016
Por onde andam os homens do futuro?
O presente é um templo sem nome
Homens de cabeça perdida
Construindo castelos no vazio do espaço
Uma muralha erguida de luzes e sombras
Cidades emergindo de guerras ancestrais
Ardem ao longe fogos imensos
O calor de astros longínquos
Num manto de fino de neblinas opacas.
Trazem a vida e o futuro nas mãos
Os homens vestidos de ausências e utopias
Trazem os astros
A claridade dos sonhos
O aconchego das luas claras…
Por andam os homens do futuro?
Esses que que ainda carregam nas mãos
Os segredos das luas cheias
A transformação dos ideais e das crenças
Numa terra à deriva!
Homens de mãos cheias de ternura e de luz!
São Gonçalves.
O presente é um templo sem nome
Homens de cabeça perdida
Construindo castelos no vazio do espaço
Uma muralha erguida de luzes e sombras
Cidades emergindo de guerras ancestrais
Ardem ao longe fogos imensos
O calor de astros longínquos
Num manto de fino de neblinas opacas.
Trazem a vida e o futuro nas mãos
Os homens vestidos de ausências e utopias
Trazem os astros
A claridade dos sonhos
O aconchego das luas claras…
Por andam os homens do futuro?
Esses que que ainda carregam nas mãos
Os segredos das luas cheias
A transformação dos ideais e das crenças
Numa terra à deriva!
Homens de mãos cheias de ternura e de luz!
São Gonçalves.
Abandonas por momentos esse teu sono eterno,
Chegas devagar
Tão misteriosamente silencioso
E abraças - me
Trazes contigo o sabor da eternidade
A brandura e o aconhego
A nostalgia dos abraços que me deste
Outrora
Nas auroras da nossa juventude
Em manhãs pardas e azuladas
Trazes côncavas as mãos
Plenas de ternura
E de fugidias lembranças.
São Gonçalves
Chegas devagar
Tão misteriosamente silencioso
E abraças - me
Trazes contigo o sabor da eternidade
A brandura e o aconhego
A nostalgia dos abraços que me deste
Outrora
Nas auroras da nossa juventude
Em manhãs pardas e azuladas
Trazes côncavas as mãos
Plenas de ternura
E de fugidias lembranças.
São Gonçalves
Era o rosto da nostalgia, esse olhar ausente de mundos, essa carga subjectiva de tudo.
O passado e o presente, a ausência e a presença.
De nada servia tentar ser de outra forma, os deuses decidiram que seria assim.
Capaz de carregar o mundo e as dores alheias na força das palavras, também se perdia em fragilidades imensas, saudades do tempo que nunca fora.
Ėbria de mundo, guardava num cofre de contornos invisíveis os mistérios da sua nostalgia.
São Gonçalves.
O passado e o presente, a ausência e a presença.
De nada servia tentar ser de outra forma, os deuses decidiram que seria assim.
Capaz de carregar o mundo e as dores alheias na força das palavras, também se perdia em fragilidades imensas, saudades do tempo que nunca fora.
Ėbria de mundo, guardava num cofre de contornos invisíveis os mistérios da sua nostalgia.
São Gonçalves.
Contorno o vazio do campo com o silêncio do mundo
Pedaços de ternura soçobrada no tempo e no lugar
Uma canção de místicos anseios
O palpitar de um pássaro ferido, um voo rasante e mudo
A terra que gira ao redor d universo
Em passos lentos para morte
Bradam os passageiros por sol e mar
Pela ternura de uma brisa fresca e selvagem
Das florestas virgens…
Ah! Terra mãe, irmã, grande deusa da fertilidade esquecida
Ensina aos homens o nome das plantas e dos frutos
O suculento acordar da purificadora esperança!
São Gonçalves.
Foto-Camilo Rego
Pedaços de ternura soçobrada no tempo e no lugar
Uma canção de místicos anseios
O palpitar de um pássaro ferido, um voo rasante e mudo
A terra que gira ao redor d universo
Em passos lentos para morte
Bradam os passageiros por sol e mar
Pela ternura de uma brisa fresca e selvagem
Das florestas virgens…
Ah! Terra mãe, irmã, grande deusa da fertilidade esquecida
Ensina aos homens o nome das plantas e dos frutos
O suculento acordar da purificadora esperança!
São Gonçalves.
Foto-Camilo Rego
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